Política

Ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Valle omitiu patrimônio na Noruega, diz revista

Segundo a Crusoé, casa adquirida em 2013 não foi informada em sua declaração de bens ao TSE em 2018

Ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Valle omitiu patrimônio na Noruega, diz revista
Ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Valle omitiu patrimônio na Noruega, diz revista
Foto: Reprodução
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A ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro (PL) Ana Cristina Valle omitiu patrimônio em seu nome na Noruega, país onde mora seu atual marido. Segundo publicou a revista Crusoé, Ana Cristina é proprietária de metade de uma casa avaliada em aproximadamente 7 milhões de reais na cidade de Halden, no interior do país escandinavo, de acordo com o registro do imóvel obtido pela reportagem.

Em sua declaração de patrimônio enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, quando ela disputou uma vaga a deputada federal e não foi eleita, a propriedade no exterior não constava entre seus bens. O TSE exige que os candidatos apresentem sua relação atual de bens contendo o valor declarado à Receita Federal.

Como a casa divida com seu marido norueguês, Jan Raymond Hansen, não apareceu na lista encaminhada ao tribunal eleitoral, aparentemente Ana Cristina também ocultou o imóvel em Halden ao declarar imposto de renda, o que configura crime de sonegação fiscal — cuja pena pode chegar a dois anos de prisão e multa.

Segundo o documento obtido pela Crusoé, a ex-mulher de Bolsonaro comprou a casa em fevereiro de 2013. Ainda de acordo com a reportagem, Ana Cristina já havia comprado um imóvel na mesma rua em 2011, que foi vendida em 2015. Procurada por meio de seus advogados, ela não quis se manifestar.

Em seu Instagram, Ana Cristina Valle costuma registrar suas temporadas na Noruega ao lado do marido. Atualmente, ela mora numa mansão localizada no Lago Sul, região nobre de Brasília, junto com Jair Renan Bolsonaro, o “filho 04” do presidente.

Ana Cristina Valle é investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por suspeitas de que ela tenha feito parte de um esquema de uso de funcionários fantasmas e rachadinhas no gabinete do vereador do Rio de Janeiro e filho de de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (Republicanos).

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