Justiça

Ex de Vorcaro, Martha Graeff diz ter sido vítima de ‘violência sem tamanho’ após vazamentos

A influenciadora afirma que desconhecia supostas fraudes no Banco Master e critica exposição de conversas íntimas

Ex de Vorcaro, Martha Graeff diz ter sido vítima de ‘violência sem tamanho’ após vazamentos
Ex de Vorcaro, Martha Graeff diz ter sido vítima de ‘violência sem tamanho’ após vazamentos
Daniel Vorcaro e a ex-namorada Martha Graeff, em 2024. Foto: Reprodução redes sociais
Apoie Siga-nos no

A influenciadora e empresária Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, se manifestou publicamente sobre a repercussão de seu nome no escândalo envolvendo o Banco Master. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou ter sido alvo de ataques após o vazamento de mensagens íntimas trocadas com o ex-companheiro, classificando o episódio como uma exposição injusta.

“Eu fui linchada, eu fui vulgarizada, eu sofri uma violência sem tamanho, sem precedentes”, declarou.

Vorcaro está preso preventivamente sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes bilionárias no mercado financeiro. As investigações conduzidas pela Polícia Federal incluem a quebra de sigilo telemático do banqueiro, o que resultou na interceptação e posterior divulgação de diálogos pessoais com Graeff.

Na gravação, a influenciadora afirmou que não tinha conhecimento das irregularidades investigadas, e que só teve acesso a informações sobre os episódios quando elas foram divulgadas pela imprensa.

“Não, eu não sabia. Não só eu não sabia, como ninguém mais sabia. Nem as pessoas daquele meio, os órgãos reguladores, os clientes. Ninguém sabia”, disse.

Ela também criticou o vazamento das conversas, que, segundo afirmou, desviou o foco das investigações. “Sobre o vazamento ilegal de mensagens íntimas entre uma mulher e um namorado, entre uma mulher e um noivo, isso foi uma atrocidade, isso foi uma covardia. E foi para desviar o foco de quem realmente importava”, afirmou.

O nome da influenciadora passou a ser citado nas apurações do Congresso após a divulgação de mensagens que indicariam a transferência de bens de alto valor por parte de Vorcaro. Entre os elementos mencionados estão a criação de estruturas patrimoniais no exterior e investimentos em negócios ligados à influenciadora. Pela legislação, caso seja comprovado que esses ativos têm origem em recursos desviados, eles podem ser apreendidos.

A defesa de Graeff sustenta que ela não possui bens decorrentes do relacionamento e afirma que a empresária não tem conhecimento sobre estruturas financeiras em seu nome fora do País. Ela também não é formalmente investigada pela Polícia Federal.

Apesar de ter sido convocada a depor em comissões parlamentares, a participação de Graeff é considerada improvável por integrantes da CPI do Crime Organizado, por ela morar nos Estados Unidos. O colegiado tem até 14 de abril para concluir os trabalhos.

No pronunciamento, a influenciadora afirmou ainda que foi injustamente associada ao caso: “Eu fui arrastada por um lamaçal que não me pertence”.

Veja o vídeo publicado por Martha Graeff:

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo