Política
‘Eu não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta’, diz o presidente sobre possível 4º mandato
O presidente foi confirmado como candidato à reeleição em evento neste domingo
A convenção nacional do PT, que oficializou a candidatura do presidente Lula à reeleição, deu indícios sobre o tom que será adotado na campanha, que começa formalmente no próximo dia 16 de agosto. “Eu não quero o Lulinha paz e amor, quero o Lulinha porreta”, afirmou o agora candidato.
“Não temos o direito de permitir que a extrema-direita volte a comandar este país”, disse o presidente no fim do evento, que aconteceu em um centro de convenções da capital paulista neste domingo 2.
Apesar de já ser formalmente candidato, Lula não pode pedir votos até o próximo dia 16, sob risco de ser punido pela justiça eleitoral. Nesse dia, ele fará o primeiro ato de campanha em um lugar emblemático: o estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, berço do sindicalismo do ABC Paulista.
“Lá, nós vamos mostrar café no bule. Lá vocês vão ver a cobra fumar. Lá vocês vão ver o começo da grande vitória. O povo brasileiro tetra, se preparando para o penta, depois para o hexa”, afirmou o presidente, convidando os presentes à convenção deste domingo a participar do encontro.
Lula disse que vai se esforçar durante a campanha para eleger deputados e senadores alinhados. Neste terceiro mandato, a relação com o Congresso foi de extrema instabilidade.
“Quero o Lulinha que vai fazer o que a gente ainda não fez. O básico nós já cuidamos. O povo já está comendo, já tem acesso a benefícios”, disse, citando, por exemplo, o programa Agora Tem Especialistas, que classificou como uma ‘revolução’.
O presidente reconheceu que, em alguns campos, seu terceiro mandato ficou devendo. Ainda assim, afirmou que houve avanços que precisam ser garantidos.
“Essa eleição agora é para definir que País vamos deixar, do ponto de vista das coisas que ainda não fizemos. Nem sempre pude entregar tudo do jeito que vocês queriam, mas quando a gente governa, a gente não faz tudo que a gente quer, a gente faz muita coisa que a gente pode fazer. Outras, a gente não pode fazer”
“Governar é decidir. Toda vez que você toma decisão, você tem que escolher um lado. E muitas vezes você não consegue tomar as decisões. Peço desculpas pelos erros que cometi, pelas coisas que não fiz. Mas nosso governo está dando armas, argumentos que vocês nunca tiveram na história desse país”, concluiu.
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