Política

Estou preparado para ouvir a PF tocar a campainha às 6h, diz Bolsonaro

Indiciado por envolvimento na conspiração golpista de 2022, o ex-capitão teme uma denúncia da PGR

Estou preparado para ouvir a PF tocar a campainha às 6h, diz Bolsonaro
Estou preparado para ouvir a PF tocar a campainha às 6h, diz Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP
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Eleições 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou estar “preparado” para receber agentes da Polícia Federal no início da manhã. Indiciado nos casos das joias sauditas, da falsificação de cartões de vacina e da tentativa de golpe de Estado, ele teme denúncias da Procuradoria-Geral da República.

“Eu durmo bem, mas já estou preparado para ouvir a campainha tocar às 6h da manhã: ‘É a PF!’”, disse o ex-capitão à Bloomberg, em entrevista publicada nesta quinta-feira 30.

A principal investigação contra Bolsonaro mira a conspiração para reverter o resultado da eleição presidencial de 2022.

No relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, a PF afirmou que o golpe “não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”. A corporação enquadrou Bolsonaro e os demais indiciados nos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Leia a conclusão da Polícia Federal sobre o papel de Bolsonaro na trama:

“Os dados descritos corroboram todo o arcabouço probatório, demonstrando que o então presidente da República JAIR BOLSONARO efetivamente planejou, dirigiu e executou, de forma coordenada com os demais integrantes do grupo desde [pelo menos] o ano de 2019, atos concretos que objetivavam a abolição do Estado Democrático de Direito, com a sua permanência no cargo de presidente da República Federativa do Brasil, fato que não se consumou por circunstâncias alheias a sua vontade, dentre as quais, destaca-se a resistência dos comandantes da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro BAPTISTA JUNIOR, e do Exército, General FREIRE GOMES e da maioria do Alto Comando que permaneceram fiéis à defesa do Estado Democrático de Direito, não dando o suporte armado para que o então presidente da República consumasse o golpe de Estado”.

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