CartaExpressa

Em vitória de Haddad, Lula veta prorrogação da desoneração da folha na íntegra

Renúncia com a desoneração no setor privado é estimada em cerca de R$ 9,4 bilhões

Em vitória de Haddad, Lula veta prorrogação da desoneração da folha na íntegra
Em vitória de Haddad, Lula veta prorrogação da desoneração da folha na íntegra
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Apoie Siga-nos no

O presidente Lula (PT) decidiu vetar integralmente o projeto de lei que prorroga até 2027 a desoneração da folha de pagamentos. O veto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira 23.

O veto é uma vitória de Fernando Haddad (Fazenda), já que a negativa para a renovação dos incentivos a 17 setores da economia ajuda no cumprimento das metas fiscais do próximo ano. O presidente deixou para vetar o texto no limite do prazo, que se encerraria nesta quinta.

A desoneração da folha substitui a contribuição previdenciária patronal, de 20% sobre a folha de salários, por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta.

A ideia é que esse mecanismo reduza os encargos trabalhistas dos setores desonerados e estimule a contratação de pessoas. Agora, com veto, o benefício acaba em 31 de dezembro de 2023.

Segundo o Ministério da Fazenda, a renúncia com a desoneração no setor privado é estimada em cerca de 9,4 bilhões de reais.

O benefício existe desde 2012. Com ele, os contemplados pagam alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo