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Em reunião com EUA, Brasil classifica tarifaço como discriminatório; negociações devem continuar

A retomada do diálogo acontece após a ligação do presidente Lula (PT) ao presidente dos EUA, Donald Trump

Em reunião com EUA, Brasil classifica tarifaço como discriminatório; negociações devem continuar
Em reunião com EUA, Brasil classifica tarifaço como discriminatório; negociações devem continuar
Os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, Donald Trump e Lula. Foto: Daniel Torok/Casa Branca
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Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, da Indústria, se reuniram nesta segunda-feira 31 com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer. O encontro foi acertado na semana passada, após a ligação do presidente Lula (PT) ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Segundo um comunicado do governo brasileiro, a reunião não resultou em nenhum acordo, mas as partes concordaram em voltar a se reunir, para revisar o progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas. A data de uma nova reunião com os ministros não foi definida.

Ainda conforme a nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o lado brasileiro reafirmou que não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o País, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio.

“Uma vez mais, indicaram que as justificativas apresentadas pelo Governo dos Estados Unidos nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil”, disse o texto. Apesar disso, reforçaram que o Brasil está aberto ao diálogo com as autoridades norte-americanos.

No último dia 25, Lula e Trump conversaram por cerca de uma hora e 20 minutos, principalmente sobre as tarifas. Na ligação, Lula teria reforçado a necessidade da retomada de negociações. Trump, por sua vez, concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e indicou que as equipes técnicas voltassem a conversar.

Os Estados Unidos aplicaram neste ano dois tarifaços adicionais sobre produtos brasileiros. Uma das tarifas acrescentou 25% a parte das exportações, após uma investigação comercial norte-americana que apontou práticas brasileiras supostamente prejudiciais ao comércio bilateral, incluindo questões relacionadas ao Pix e à regulação de plataformas digitais. Depois, uma segunda tarifa, de 12,5%, foi anunciada.

Com a incidência das duas cobranças, alguns produtos passaram a enfrentar uma tarifa adicional de 37,5% para entrar no mercado dos Estados Unidos.

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