Política

Em nova ofensiva, Bolsonaro defende ‘impor eleição transparente via Forças Armadas’

Em reunião com pastores da Assembleia de Deus em São Paulo, o ex-capitão voltou a provocar ministros do TSE

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) retomou nesta quinta-feira 4 os ataques ao sistema eleitoral brasileiro. Sem apresentar provas, declarou que “temos que nos preocupar” com a apuração dos votos em outubro.

Em reunião com pastores da Assembleia de Deus em São Paulo, o ex-capitão elogiou a apuração da Mega Sena e se dispôs a levar convidados à Caixa Econômica Federal para acompanhar o trabalho da loteria.

No encontro, ainda voltou a provocar ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Na Corte, seus alvos preferenciais são o presidente Edson Fachin e o vice Alexandre de Moraes. Nesta semana, também ofendeu o ex-presidente Luís Roberto Barroso.

“Três do TSE acreditam piamente nas pesquisas do Datafolha. Estou fazendo minha parte no tocante a isso. Estou buscando impor, via Forças Armadas, que foram convidadas, a nós termos eleições transparentes.”

A utilização das Forças Armadas para reverberar acusações infundadas contra o processo eleitoral não é uma novidade. Na quarta-feira 3, nove militares selecionados pelo Ministério da Defesa foram ao TSE para iniciar a inspeção do código-fonte das urnas eletrônicas.

O processo de análise deve se estender até 12 de agosto, como sinalizou à Corte o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

Cabe destacar que os dados sobre as urnas requisitados pelos militares já estão disponíveis para inspeção desde 4 de outubro de 2021. A abertura do código-fonte ocorre tradicionalmente a 180 dias da eleição, mas, como forma de oferecer ainda mais transparência ao processo, foi antecipada pelo então presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso.

Mesmo assim, Nogueira de Oliveira encaminhou um ofício carimbado como “urgentíssimo” ao TSE com uma série de cobranças ligadas ao processo eleitoral deste ano, a principal delas o acesso ao código-fonte das urnas.

De acordo com o tribunal, quatro entidades já inspecionaram o código-fonte das urnas: a Controladoria-Geral da União, em janeiro; o Ministério Público Federal, em fevereiro; a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em março; e o Senado, em abril. Neste momento, um representante do PTB também realiza uma inspeção.

A Polícia Federal deve fazer a sua análise em agosto. Dois partidos se inscreveram, mas ainda não fizeram a inspeção: o PL, sigla de Bolsonaro, e o PV.

Desde outubro do ano passado, os interessados podem verificar o desenvolvimento dos sistemas eleitorais, com acesso ao código-fonte do software de votação e a todos os softwares das urnas.

CartaCapital
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