Política

Em meio a atritos com Silva e Luna, Bolsonaro diz que Petrobras baixará o preço de combustíveis

Presidente voltou a demonstrar irritação com o aumento no preço dos combustíveis: ‘Não é de responsabilidade nossa, é exclusiva da Petrobras’

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: AFP
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: AFP
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Em meio a atritos do governo federal com o presidente da estatal, o general Joaquim Silva e Luna, o presidente Jair Bolsonaro (PL) pressionou a Petrobras a baixar o preço dos combustíveis.

Desde a sexta-feira 11, os brasileiros amargam uma alta de 18,8% na gasolina, de 24,9% no diesel e de 16,1% no gás de cozinha vendidos às distribuidoras. Durante discurso nesta terça-feira 15, Bolsonaro demonstrou irritação com o aumento.

Segundo o presidente da República, a Petrobras poderia ter esperado mais um dia para fazer o anúncio, uma vez que o governo publicou na própria sexta de noite, no Diário Oficial da União, um projeto que muda regras na cobrança do ICMS com a promessa de baixar os valores.

“O reajuste da Petrobras não é de responsabilidade nossa, é exclusiva da Petrobras”, disse Bolsonaro no Palácio do Planalto. “Por um dia, se a Petrobras tivesse esperado, teríamos apenas um aumento de 30 centavos no preço do diesel, e não um pouco mais de 90 centavos. A gente espera que a Petrobras acompanhe a queda de preços lá fora. Com toda a certeza ela fará isso daí.”

Em outro trecho do discurso, Bolsonaro retomou o assunto e afirmou que a guerra na Ucrânia tem influenciado a economia, mas que a variação no preço do barril do petróleo no exterior sinaliza para “normalidade”.

“Espero que assim seja. E espero que a nossa querida Petrobras, que teve muita sensibilidade ao não nos dar um dia, ela retorne os níveis de, como a semana passada, os preços dos combustíveis no Brasil.”

Na manhã desta terça, o barril do Petróleo Brent caiu para menos de 100 dólares. O registro de queda vem desde a segunda-feira 14 nas bolsas internacionais. Atualmente, os preços dos combustíveis no Brasil acompanham as variações no exterior, por conta de uma política adotada desde o governo de Michel Temer (MDB), extremamente criticada por especialistas.

O general Silva e Luna havia sido anunciado como presidente da Petrobras, em fevereiro de 2021, para conter críticas à alta no preço dos combustíveis, mas não desfez a política que ordena que os preços acompanhem o mercado internacional.

Mais recentemente, após declarações do adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro chegou a criticar a política de preços e tem dado sinais de que pode demitir Silva e Luna. No fim de semana, ao ser questionado sobre a possibilidade de dispensa, informou que, em seu governo, qualquer um poderia sair.

Victor Ohana

Victor Ohana
Repórter do site de CartaCapital

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