Justiça

Em campanha pelo STF, Dino cita a Bíblia e diz confiar na mudança de votos da oposição

Indicado por Lula à Corte, o ministro da Justiça citou passagem sobre o ‘caminho de Damasco’ na véspera de sabatina

O ministro Flávio Dino na véspera de sabatina no Senado. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
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Em campanha no Senado para obter uma vaga no Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino fez referência a um trecho da Bíblia e disse acreditar na reversão de votos da oposição.

A declaração foi concedida em coletiva de imprensa nesta terça-feira 12, em meio a uma peregrinação nos gabinetes dos senadores, que devem votar nesta quarta-feira 13 a nomeação de Dino para o STF.

Ao ser questionado sobre o diálogo com parlamentares contrários à sua indicação, Dino citou um trecho de Atos, 5º livro do Novo Testamento, que trata da história de Saulo de Tarso, um perseguidor de cristãos que se tornou apóstolo de Jesus durante um percurso no “caminho de Damasco”.

O ministro fez a alusão para sustentar esperanças na virada de votos da oposição.

“Eu visitei vários que disseram que não votariam. E sempre lembrei a todos uma passagem bíblica de que eu gosto muito, que é a estrada de Damasco. Então, Saulo era um e, na estrada de Damasco, se transformou em Paulo. Então, as pessoas mudam”, afirmou o candidato ao STF.

“Então, eu tenho certeza de que, nessa caminhada por essa estrada de Damasco aqui, muitos corações foram tocados. E quem sabe os votos ‘não’ virem votos ‘sim’ amanhã”, disse Dino.

O governo projeta até 52 votos em favor de Dino no plenário do Senado. São 81 parlamentares na Casa. Antes da votação, o indicado do presidente Lula (PT) ao STF ainda será sabatinado, nesta quarta.

Dino informou que ainda não conversou com Lula sobre como será a transição do Ministério da Justiça, caso seja aprovado para o Supremo. Ele também evitou dar palpites sobre quem será o seu sucessor.

Se for nomeado, Dino ocupará a vaga de Rosa Weber e o STF passará a ter apenas uma mulher entre os seus 11 ministros (Cármen Lúcia). Ao mesmo tempo, ele será o quinto homem negro na história da Corte.

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