Política

cadastre-se e leia

Discussão sobre indicação de Flávio Dino provoca baixas no Prerrogativas

O afastamento de Augusto Botelho e Wadih Damous ocorreu após uma divergência aberta na última sexta-feira 31

Augusto Botelho e Wadih Damous. Foto: Reprodução/Redes Sociais e Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

O Prerrogativas, coletivo de advogados e juristas que se popularizou nos últimos anos por se opor às arbitrariedades da Lava Jato, viveu nos últimos dias uma polêmica interna. Dois nomes de destaque, ambos subordinados ao Ministério da Justiça, optaram por se afastar do grupo devido a uma divergência ligada a uma decisão do governo Lula. São eles:

As baixas ocorreram após uma discussão aberta na última sexta-feira 31, motivada pela decisão do ministro da Justiça, Flávio Dino, de ter Marilda Silveira como colaboradora da pasta. Em 2018, por exemplo, ela representou o Partido Novo em um recurso no Supremo Tribunal Federal contra a elegibilidade de Lula.

Em contato com CartaCapital, o coordenador do Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, reiterou seu “apoio incondicional” ao governo Lula e afirmou que “apoiará desde o primeiro momento todas as escolhas que o presidente fizer para o sistema de Justiça”. Carvalho disse, por fim, que “não permitirá que antagonizem o grupo ao ministro Flávio Dino, que segue tendo o carinho e a admiração de todo o coletivo”.

Nos bastidores, integrantes do coletivo questionam o afastamento abrupto e avaliam que Botelho e Wadih poderiam ter tentado auxiliar Dino a reduzir o desgaste no episódio.

Em nota oficial, o Prerrogativas declarou que Botelho e Wadih “têm o nosso carinho e o nosso respeito” .

“Espero que reavaliem a decisão precipitada de deixar o grupo que tanto os apoiou nestes últimos anos”, diz ainda o texto. “Esta posição só os expôs, e nós mesmos. Natural que existam divergências.”

A CartaCapital, Wadih Damous afirmou “apenas ter saído de um grupo de WhatsApp”. Augusto Botelho, por sua vez, disse ser natural haver divergências em um grupo que discute política.

“Foi isso que houve: uma divergência. Jamais uma briga ou discussão acalorada”, disse o secretário. “O Prerrogativas desempenha um papel fundamental em nossa democracia. Minha saída do grupo se deu por razões pessoais, mas em nada abala a admiração e a amizade que tenho por seus membro.”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor…

O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.

Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.

Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.

Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um novo Brasil.

Assine a edição semanal da revista;

Ou contribua, com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo