Desmatamento na Amazônia ‘podia ser pior ainda’, diz Hamilton Mourão

Brasil atingiu crescimento de 9,5% na devastação da floresta, maior taxa em 12 anos; vice-presidente diz que esperava aumento de 20%

Foto:  Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Política

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o desmatamento na Amazônia podia ser “pior ainda”, ao comentar a maior taxa de devastação em 12 anos, detectada na segunda-feira 30 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

 

A declaração ocorreu nesta terça-feira 1º, em Brasília, durante entrevista à imprensa.

Mourão havia sido questionado sobre o êxito da gestão do presidente Jair Bolsonaro em conter o desmate. O general é presidente do Conselho da Amazônia, órgão criado pelo governo federal para coordenar o combate à desflorestação.

“Tivemos sucesso. Vamos dizer o seguinte: foi menos pior. Essa é a realidade. Podia ser pior ainda”, disse o militar.

De acordo com o Inpe, a área desmatada na Amazônia foi de 11.088 km² entre agosto de 2019 e julho de 2020, a maior desde 2008. O aumento é de cerca de 9,5% na comparação com o período anterior.

Com o alto índice, o Brasil descumpriu a meta da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), a lei nacional que preconizava uma redução da taxa a um máximo de 3.925 km2 em 2020.

Mourão diz que sua expectativa era de crescimento de 20% no desmatamento em relação a 2019.

“Iniciamos tarde o nosso trabalho, em maio. Desde ali começamos a observar início de uma tendência decrescente. Havia uma estimativa de que o resultado nos daria aumento em torno de 20%. Foi um pouco menos da metade disso aí. Não estamos aqui para comemorar nada disso, mas significa que os esforços empreendidos começam a render frutos”, declarou, durante visita ao Inpe.

 

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