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Deputado chama Carlos Bolsonaro de ‘corno’ e ‘ladrão de salário de assessor’

Vereador e filho do presidente até o momento não respondeu e não negou as acusações

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) Foto: Reprodução/Rio TV Câmara
O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) Foto: Reprodução/Rio TV Câmara
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O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, criticou nesta quarta-feira 5 o deputado bolsonarista Julian Lemos (PSL-PB) por se aproximar do ex-ministro Sergio Moro (Podemos) nas últimas semanas. O parlamentar foi chamado de ‘chifrudo’ pelo ‘zero dois’ e de pronto respondeu que Carlos seria ‘corno’, ‘cachorro presidencial’ e ‘ladrão de salário de assessor’. O vereador até o momento não negou nenhuma das acusações.

Lemos, agora ex-aliado de Bolsonaro, organiza uma caravana de Moro pelo Nordeste. Ao receber a notícia da ‘traição’, Carlos escreveu nas redes sociais: “O maior fofoqueiro do Brasil [Moro] foi encontrar o seu chifrudo [Lemos] na Paraíba com dinheiro do fundo eleitoral? Par perfeito que explica a falta de testosterona e vergonha na cara do grupinho”, afirmou o filho do presidente.

“O [emoji de um cachorro] presidencial falando sobre testosterona. Logo tu? Não sei aqui quem tem chifre, mas no RJ eu sei quem tem e quem botou, em você foi Carlos Jordy, lembra?”, respondeu o parlamentar.

Na mensagem, o deputado ainda retoma as insinuações recentes de que o presidente Jair Bolsonaro teria sido traído nos dois primeiros casamentos.

“O outro [corno] é teu pai, da primeira, da segunda [esposa]…A Câmara Municipal e Assembleia que o diga”, acrescentou Lemos na mensagem.

Minutos depois o deputado continuou, novamente respondendo a mensagem de Carlos. Desta vez, Lemos acusou o vereador de praticar ‘rachadinha’.

“Cornos e ladrões! Quer continuar a brincadeira, ladrão de salário de assessor? Faça como eu, deixe a pistola de lado e os seguranças e vamos testar os níveis de testosterona, topa?”, questionou Lemos.

Horas depois, o parlamentar voltou ao tema para ‘encerrar o assunto’. Novamente citando Carlos, disse que não iria mais responder o vereador por ele não ter credibilidade e estar ‘desesperado’ com a iminente derrota do pai nas urnas.

“Estou convencido, não adianta responder a Carlos Bolsonaro. Ele não tem credibilidade, sem falar que é doente da cabeça, está desesperado porque sabe que o pai dele perde para Lula e Moro, e o ‘brinquedo’ dele, o Brasil, será livre desses traidores”, concluiu o deputado.

As mensagens não foram mais respondidas pelo ‘zero dois’.

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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