Deputado acusa Guedes de favorecer acionistas na privatização da Eletrobras

Glauber Braga enviou ao STF uma notícia-crime que pede a investigação do ministro por parte da Procuradoria-Geral da República

Deputado Glauber Braga, do PSOL-RJ (Foto: Vinícius Loures / Câmara dos Deputados)

Deputado Glauber Braga, do PSOL-RJ (Foto: Vinícius Loures / Câmara dos Deputados)

Política

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) acusa o ministro da Economia, Paulo Guedes, de favorecer acionistas da Eletrobras no processo de privatização da empresa.

Braga enviou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime que pede  a investigação do ministro por parte da Procuradoria-Geral da República.

 

 

No documento, o parlamentar diz que Guedes pode ter incorrido no artigo 132 do Código Penal ao praticar delito de advocacia administrativa.

“Há várias evidências de fraude na privatização criminosa da Eletrobras. Que Paulo Guedes responda por seus atos. O interesse público não pode ser capturado pela ação de um pequeno grupo privado que quer ferir a soberania do Brasil”, disse o deputado a CartaCapital.

O psolista usa declarações do também deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para acusar o ministro.

“Eu estou procurando as privatizações, estou procurando por um lado, estou procurando pelo outro, nenhuma. E a única que ele colocou está sob suspeição, que é a Eletrobrás. Porque está negociando modelagem, está negociando
modelagem para beneficiar acionista, incluindo uma usina que a concessão vence agora”, disse Maia.

De acordo com Braga, o ex-presidente da Câmara dos Deputados se refere à inclusão da usina hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, no pacote de concessões relacionado à Eletrobras.

“A acusação é grave, uma vez que estaria agindo incurso em duas condutas tipificadas como crime, quais sejam, advocacia administrativa e improbidade administrativa, conforme iremos expor mais a frente”, afirma Braga no documento enviado ao STF.

Aprovada na Câmara, a Medida Provisória que cria condições para a capitalização da estatal começou a ser discutida pelo Senado nesta semana e tem até o dia 22 para ser analisada e votada antes de perder a validade.

Leia o documento na íntegra.

 

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