Justiça

Delegada alerta sobre risco de interferência do governo na extradição de Allan dos Santos

Agente encaminhou despacho ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por decretar a prisão e a extradição do influenciador bolsonarista

Allan dos Santos, do portal Terça Livre.

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
Allan dos Santos, do portal Terça Livre. Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
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A delegada responsável pelo inquérito das milícias digitais afirmou, em despacho encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal,  que ainda há possibilidade de interferência do Ministério da Justiça no processo de extradição do influenciador bolsonarista Allan dos Santos.

 

“Permanece ainda latente o risco de ocorrência de novos eventos com potencial de causar prejuízo ao fluxo normal da apuração”, escreveu ao magistrado, responsável por decretar a prisão e a extradição do influenciador residente nos Estados Unidos.

A atuação do Ministério da Justiça no caso passou a ser alvo de investigação do inquérito após a demissão da delegada Silvia Amélia, chefe do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional, setor que cuida desse tipo de assunto dentro da pasta.

No meio do processo, o Secretário Nacional de Justiça, Vicente Santini, fez um ofício pedindo para alterar o fluxo do procedimento de extradição para ter acesso as informações.

De acordo com a Polícia Federal, o suposto crime não chegou a ser concretizado porque o caso já tinha sido enviado para os Estados Unidos quando Santini pleiteou a mudança. Ainda assim, a delegada Denise Ribeiro alertou que ainda há chances de uma nova tentativa de interferência da pasta sobre o processo que está em andamento.

“Considerando que as investigações estão em curso e que as medidas relativas à extradição ativa de Allan dos Santos abrem o caminho para que novas ações ou omissões, no âmbito da Secretaria Nacional de Justiça, prejudiquem a tramitação da extradição, diante da possibilidade de eventual pedido de complemento de informações, ou por inobservância de prazos, ou por retardo nas comunicações aos órgãos executores”, completou.

CartaCapital
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