Justiça

Moraes nega pedido da defesa de Bolsonaro que acusa Cid de mentir sobre conta no Instagram

Os advogados afirmam haver ‘provas técnicas contundentes’ que desmentem o delator e sugerem uma tentativa de destruição de evidências

Moraes nega pedido da defesa de Bolsonaro que acusa Cid de mentir sobre conta no Instagram
Moraes nega pedido da defesa de Bolsonaro que acusa Cid de mentir sobre conta no Instagram
Mauro Cid, antigo ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na CPMI do 8 de Janeiro. Foto Lula Marques/Agência Brasil.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou nesta segunda-feira 30 um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para anexar novas provas contra o tenente-coronel Mauro Cid, acusado de mentir sobre o uso da conta de Instagram @gabrielar702. Mesmo com a negativa, os advogados insistem haver “provas técnicas contundentes” de que o delator mentiu à Polícia Federal e ao STF, e apontam tentativa de destruição de evidências.

A conta em questão se tornou alvo de investigação após a divulgação, pela revista Veja, de mensagens supostamente enviadas por Mauro Cid tratando de sua delação premiada com pessoas próximas a Bolsonaro.

Em depoimento recente à PF, Cid negou qualquer relação com o perfil e alegou que, apesar da voz e da imagem parecerem verdadeiras, as mensagens seriam montagens. No entanto, segundo a defesa de Bolsonaro, essa versão não se sustenta diante das evidências enviadas pelo Google e pela Meta ao STF.

“As mentiras do delator não só têm se amontoado, como também são cada vez mais descaradas e, aparentemente, envolvem destruição de prova”, afirma o advogado Celso Vilardi na petição.

Conforme os documentos anexados, a conta @gabrielar702 foi criada com o e-mail maurocid@gmail.com, verificado pela Meta. O Google confirmou que o endereço eletrônico foi registrado em 2005 com o nome e a data de nascimento de Mauro Cid. Além disso, o telefone cadastrado para recuperação da conta foi apreendido com o próprio Cid e reconhecido como seu número pessoal.

A defesa também apontou que o IP utilizado para criar a conta leva diretamente à residência do delator. Já a exclusão do perfil, realizada após audiência no STF, teria ocorrido por meio de uma conexão com VPN, com localização virtual na Dinamarca. Para os advogados, trata-se de uma ação deliberada para dificultar a rastreabilidade e apagar provas.

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