Datafolha: apoio e rejeição da população à reforma da Previdência empatam

Às vésperas da votação, rejeição cai e aprovação aumenta. Mulheres, estudantes e servidores ainda permanecem contrários

Datafolha: apoio e rejeição da população à reforma da Previdência empatam

Política

A opinião da população chegou ao ponto de divisão entre desfavoráveis e favoráveis à reforma da Previdência – pendendo mais aos positivos do que para os negativos. É o que mostra a nova pesquisa Datafolha, liberada nesta terça-feira 9. Cerca de 47% dos entrevistados colocaram-se a favor da reforma, um aumento de 6 pontos percentuais em relação à pesquisa de abril. Do lado oposto, 44% rejeitam a proposta – uma porcentagem que diminuiu.

A pesquisa ouviu, nos dias 4 e 5 de julho, 2.086 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o País. A margem de erro faz com que ambos os lados estejam empatados tecnicamente, o que se dá às vésperas da ampla articulação do governo para que o texto siga ao Plenário da Câmara dos Deputados ainda nesta terça-feira 9. O texto-base foi aprovado na madrugada da última sexta-feira 5.

A queda na rejeição e o aumento do apoio foi percebido em todas as faixas etárias, de escolaridade e renda familiar, diz a pesquisa. Os dados também apontam que o mesmo movimento foi percebido para eleitores que não votaram em Bolsonaro e que votaram em Haddad, assim como o contrário.

São as mulheres as que se mantiveram mais resistentes em relação à aprovação da reforma. Metade delas (50%) são contra, em comparação com 38% dos homens que se opõem. Estudantes, assalariados sem registro, desempregados e funcionários públicos também mantêm maioria crítica à Previdência de Bolsonaro.

Semana decisiva

Agora, o texto precisa do voto favorável de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação para ir à análise do Senado. Com a manutenção do benefício para exportadores rurais – concedido com a articulação da bancada ruralista pela madrugada -, a economia final com a reforma da Previdência caiu de 1,072 trilhão para 987,5 bilhões de reais.

Apesar do otimismo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e da base governista, partidos de oposição trabalham para inviabilizar a aprovação da medida. Na avaliação da líder da minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), ainda não há o número necessário de votos para aprovação da medida no plenário.

“Na nossa avaliação, eles não têm mais de 260 votos. Estamos mapeando todas as bancadas e todos os partidos e temos hoje uma posição muito favorável a não aprovação da reforma. Nós estamos trabalhando para garantir a não aprovação e o alargamento desse cronograma”, afirmou Jandira.

*Com informações da Agência Brasil

 

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