CPI reconvoca Queiroga e Pazuello; Arthur Weintraub também prestará depoimento

A comissão ainda aprovou requerimentos para convocar nove governadores e o ex-governador do Rio Wilson Witzel

O presidente da comissão, Omar Aziz, e o relator, Renan Calheiros. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente da comissão, Omar Aziz, e o relator, Renan Calheiros. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Política

A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira 26 a reconvocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e do ex-ministro da pasta Eduardo Pazuello. As datas, no entanto, ainda não foram definidas.

 

 

Um dos senadores a apresentar requerimentos para reconvocar Queiroga e Pazuello é o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele protocolou os pedidos na terça-feira 25.

Ao justificar a reconvocação do atual chefe da Saúde, Randolfe afirmou que a primeira oitiva de Queiroga, em 7 de maio, foi contraditória “em diversos aspectos”. Um deles, argumenta o senador, “diz respeito à afirmação de que, na gestão dele, não há promoção do uso da hidroxocloriquina para tratamento da Covid. Todavia, o ministro, até o presente momento, não revogou a Portaria do Ministério da Saúde que prescreve o uso da medicação para este fim, mesmo sabendo-se que a medicação não possui eficácia para tal fim, consoante informam a OMS e diversos órgãos técnicos de saúde”.

“Ademais, é preciso que o Ministro da Saúde explique a edição da Portaria nº 885, de 04 de maio de 2021, que regulamenta o art. 23 do Decreto nº 7.827, de 16 de outubro de 2012, para dispor sobre os procedimentos de cobrança administrativa e de instauração de tomada de contas especial para recomposição ao erário de valores transferidos na modalidade fundo a fundo, no âmbito do Ministério da Saúde”, escreveu ainda o senador.

Randolfe também protocolou um requerimento de reconvocação de Pazuello, que prestou depoimento à CPI na semana passada. Segundo o vice-presidente da comissão, a participação do general em um ato pró-Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro demanda novos questionamentos.

“Após declarar, por exemplo, que sempre foi favorável ao uso de máscaras e ao isolamento social, o general da ativa decidiu participar de manifestação convocada pelo presidente sem as devidas precauções diante da pandemia que assola a população brasileira, fomentando atitudes que colocam a vidas das pessoas em risco”, argumenta Randolfe.

No dia 21 de maio, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) já havia apresentado um pedido para reconvocar Pazuello.

“O depoimento prestado pelo ex-ministro da Saúde Sr. Eduardo Pazuello, nos dias 19 e 20 de maio, foi permeado por diversas contradições verificadas no cotejo com documentos e informações disponibilizados a esta CPI e mesmo publicamente divulgados”, argumenta Vieira.

A CPI também aprovou a convocação de Filipe Martins, assessor internacional da Presidência da República; de Arthur Weintraub, ex-assessor da Presidência; de Carlos Wizard, empresário; dos governadores Wilson Lima (AM), Helder Barbalho (PA), Ibaneis Rocha (DF), Mauro Carlesse (TO), Carlos Moises (SC), Antonio Oliverio Garcia de Almeida (RR), Waldez Góes (AP), Marcos José Rocha dos Santos (RO) e Wellington Dias (PI); e de Wilson Witzel (ex- governador do RJ).

 

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