Política

Coronel Cid confirmará à PF que a ordem para retirar as joias partiu de Bolsonaro, diz jornal

Conjunto de presentes foi apreendido durante tentativa de entrada ilegal no País

Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), deverá afirmar em depoimento à Polícia Federal que a ordem para reaver conjunto de joias sauditas retidas pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos teria partido do ex-presidente. A informação é do Estadão. 

A expectativa é de que o depoimento seja colhido no próximo dia 5  de abril, na próxima quarta-feira. Na mesma data também está agendado a oitava de Bolsonaro. Segundo o jornal, Cid tem reafirmado que agiu a mando do ex-presidente. 

A defesa do militar deverá alegar que não havia outra forma para que a ordem fosse repassada ao tenente-coronel, se não pelo próprio ex-presidente. Cid deverá esclarecer como se deu a tentativa de liberação dos presentes avaliados em dezenas de milhões de reais. 

O militar teria sido o responsável pelo envio de um ofício à Receita Federal, em 28 de dezembro, determinando a “incorporação de bens apreendidos”. Foi esse o documento apresentado pelo ajudante de ordens da Presidência Jairo Moreira da Silva para auditor fiscal no aeroporto de Guarulhos. 

Até o momento, dos três kits de joias descobertos, o ex-presidente devolveu dois. O Tribunal de Contas da União estabeleceu um prazo para a defesa de Bolsonaro entregar um terceiro lote.

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