Justiça

Conclusões do partido de Bolsonaro em documento sobre urnas são ‘falsas e mentirosas’, diz TSE

Moraes determinou investigação sobre os idealizadores de documento fraudulento intitulado ‘Resultados da auditoria de conformidade do PL no TSE’

Conclusões do partido de Bolsonaro em documento sobre urnas são ‘falsas e mentirosas’, diz TSE
Conclusões do partido de Bolsonaro em documento sobre urnas são ‘falsas e mentirosas’, diz TSE
O presidente do TSE, Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
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O Tribunal Superior Eleitoral afirmou que o Partido Liberal divulgou “informações fraudulentas” sobre o sistema eleitoral brasileiro em um “documento” intitulado Resultados da auditoria de conformidade do PL no TSE.

O PL, partido ao qual o presidente Jair Bolsonaro é filiado, disse em um informe supostamente técnico que não havia “qualquer controle externo” sobre o código-fonte dos programas da urna eletrônica e dos sistemas eleitorais e que havia “um poder absoluto de manipular resultados da eleição”.

A legenda também alegou que “a gestão de fornecedores da cadeia de tecnologias de informação e comunicação mostra-se precária” e que “o TSE não possui uma política de segurança da informação no relacionamento com fornecedores”.

Além disso, a sigla disse que “sem a assinatura eletrônica qualificada, com um certificado digital da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, os documentos  gerados pela urna eletrônica não têm a garantia de que o seu conteúdo é verdadeiro”.

Por fim, o PL declarou que “o TSE não respondeu aos inúmeros pedidos para agendar uma reunião para tratar do tema” e que “este fato tornou necessária a divulgação dos resultados da avaliação da equipe técnica do PL sobre os documentos públicos encontrados”.

De acordo com o partido, houve tentativas de realizar uma reunião com o TSE desde o dia 1º de agosto para apresentar as conclusões da suposta “auditoria”.

Em nota, nesta quarta 28, a Corte disse que “as conclusões são falsas e mentirosas, sem nenhum amparo na realidade” e reúnem “informações atentatórias ao Estado Democrático de Direito e ao Poder Judiciário, em especial à Justiça Eleitoral, em clara tentativa de embaraçar e tumultuar o curso natural do processo eleitoral”.

O TSE afirmou que elementos fraudulentos que constam no “documento” são objetos de investigações nos autos do Inquérito das Fake News, em tramitação no Supremo Tribunal Federal.

A nota também informou que o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, determinou a imediata remessa do “documento” ao Inquérito nº 4.781/DF, para “apuração de responsabilidade criminal de seus idealizadores”.

O magistrado ainda ordenou o envio do arquivo à Corregedoria-Geral Eleitoral para instauração de procedimento administrativo e apuração de responsabilidade do PL e de seus dirigentes sobre possível desvio de finalidade na utilização de recursos do Fundo Partidário.

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