Política

Coaf vê transação ‘atípica’ em repasse feito por agricultor a líder de Bolsonaro

A versão do deputado Ricardo Barros diverge da dada pelo agricultor paranaense João Beraldo

Ricardo Barros (Foto: Alan Santos/PR) Ricardo Barros (Foto: Alan Santos/PR)
Ricardo Barros (Foto: Alan Santos/PR) Ricardo Barros (Foto: Alan Santos/PR)
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Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revela irregularidades em um depósito de 125 mil reais feito pelo agricultor João Beraldo ao líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). A transação foi realizada em março. 

O agricultor, que é de Maringá (PR), reduto eleitoral de Barros, admitiu o repasse e afirmou que, embora seja “pobre”, foi procurado por um interlocutor do líder do governo, que alegou que o político estaria passando por um “aperto” financeiro. 

Já Barros, que é investigado pela CPI da Covid, afirma que ele teria entrando em contato diretamente com Beraldo. O agricultor declarou que o empréstimo ainda não foi quitado pelo deputado.  

“Uma terceira pessoa me pediu (que emprestasse o dinheiro a Barros) e eu emprestei. Não quero falar o nome dessa pessoa. Disseram que era um aperto, que ele (Barros) estava precisando do dinheiro, e eu emprestei. Não recebi até hoje. Ele deu prazo de 30 a 40 dias para pagar e não pagou. E está prorrogando, diz que vai pagar mais para frente. Não tenho nada a esconder. Não tenho contato com Barros, não tem conversa com ele. Não falo com ele nem por telefone. Falei por telefone uma vez só, sobre outro assunto, e nunca mais falei”, disse Beraldo ao jornal O Globo.

De acordo com a última prestação de contas do líder do governo à Justiça Eleitoral, o deputado possui bens no valor de 5,5 milhões de reais e patrimônio líquido de 446 mil reais. 

“Tenho conta para pagar. Vendo carro, vendo imóvel. O problema é a restrição de crédito que temos no banco. PPE (pessoa politicamente exposta) tem restrição de empréstimo. Eu conheço ele (Beraldo), é uma pessoa da nossa cidade, que empresta recursos quando preciso. Não sei dizer se ele faz para outras pessoas. Eu liguei para ele, perguntei se podia me emprestar um dinheiro, ele disse: ‘Posso”, afirmou Barros ao jornal.

Marina Verenicz
Repórter do site de CartaCapital

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