Política

Clube Militar alega ser ‘pouco sustentável’ haver golpismo de ‘distintos chefes militares’

A entidade se manifestou em meio ao cerco da Polícia Federal contra integrantes da caserna que tramaram um golpe de Estado

Entidade defende a manutenção do sistema democrático e que povo cobre Presidenta
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O Clube Militar, organização formada por oficiais da reserva das Forças Armadas, disse considerar “pouco sustentável” a possibilidade de haver golpismo entre os chefes militares, levando em conta suas “trajetórias de vida”.

A nota foi divulgada nesta sexta-feira 16, em meio ao cerco da Polícia Federal contra integrantes da caserna que tramaram um golpe de Estado após as eleições de 2022.

O texto é assinado pelos presidentes dos clubes Naval, Prado Maia; Militar, Sérgio Tavares Carneiro; e da Aeronáutica, Marco Antônio Perez. Há uma menção à necessidade de as investigações serem conduzidas com “responsabilidade e imparcialidade, respeitando os limites legais”.

A acuidade dessa abordagem é vital para contribuir que se evite a deterioração das relações no âmbito militar. Que todos, sem exceção, cumpram seus deveres de acordo com o previsto na Constituição, sem casuísmos, visando restaurar a paz, harmonia e coexistência da diversidade de opiniões em nossa sociedade”, escreveu o Clube Militar.

O texto, contudo, não faz qualquer referência a Victor Carneiro, citado nas investigações da PF sobre a participação de militares na tentativa de golpe. Ele é filho do general Sérgio Carneiro, presidente do Clube Militar e líder do quartel-general do Exército.

Os investigadores sustentam que Victor teria agido em conjunto com o general Augusto Heleno, chefe do GSI no governo de Jair Bolsonaro (PL), para infiltrar agentes da Abin nas campanhas de adversários do então presidente na eleição de 2022.

O Clube Militar é uma entidade privada e sem fins lucrativos responsável também por administrar clubes recreativos para uso de militares e familiares. O grupo ainda tenta ocupar o posto de porta-voz de militares da ativa sobre temas político-partidários, já que eles não podem se pronunciar sobre essas questões.

A entidade é responsável por divulgar uma revista digital a cada três meses. Na última edição, abordou temas como o conflito entre Israel e Hamas, o anticomunismo, o que chamaram de “kit ideológico escolar” e a tensão entre o Supremo Tribunal Federal e Bolsonaro.

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