Política

Ciro debocha e diz que Cid aprovou carta de anuência do PDT ‘para um poste’

Os irmãos Gomes brigam por disputa sobre a posição do partido em relação ao PT na eleição do ano que vem

Racha na família Gomes - Cid e Ciro brigaram nas eleições de 2022 e agora travam nova disputa pelo comando do PDT no Ceará - Waldemir Barreto/Agência Senado
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O vice-presidente nacional do PDT, Ciro Gomes, ironizou as cartas de anuência do PDT aprovadas pelo irmão, o senador Cid Gomes (CE), em favor de membros do partido que desejam realizar desfiliações.

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira 10, Ciro afirmou que Cid deu uma carta “a um poste”.

A carta de anuência é um documento cedido pelos partidos para autorizar que membros deixem de ser filiados e procurem outras legendas. O instrumento permite que esses membros não sejam enquadrados no ato de infidelidade partidária, previsto pelo Tribunal Superior Eleitoral como passível de punição.

Quando os políticos deixam os seus partidos sem ter a carta de anuência, eles podem ser acusados de abandono sem justificativa e terem os seus cargos reivindicados pela sigla. Isso porque o TSE considera que os mandatos obtidos pelo político por meio de eleições pertencem ao partido e não ao indivíduo.

Em meio a discordâncias com Ciro sobre um eventual alinhamento do PDT ao PT no Ceará na eleição de 2024, Cid Gomes concedeu cartas de anuência do partido para que cinco deputados federais e 13 estaduais deixem a agremiação sem perderem os seus cargos.

O senador concedeu as cartas de anuência na condição de presidente do diretório do partido no Ceará, na quarta-feira 8. No entanto, na quinta-feira 9, o PDT nacional afastou oficialmente o Cid desse posto, a pedido do próprio irmão, Ciro, em assembleia no fim do mês passado.

O presidente nacional do PDT, André Figueiredo, que está na ala de Ciro, afirmou nesta sexta que as cartas de anuência dadas por Cid Gomes não têm validade.

“As cartas de anuência, já declarei reiteradas vezes, que são nulas”, afirmou o presidente do partido. “Foram emitidas cartas de anuência até para quem não precisa.”

Em seguida, Ciro ironizou: “Dizem que foi dada uma carta de anuência para um poste na frente da sede do partido.” Figueiredo riu e reconheceu a fala como “brincadeiras à parte”.

O presidente do PDT prosseguiu: “Se utilizarem uma carta de anuência nula para pedir desfiliação por justa causa, o partido não vai apenas contestar. O partido vai requerer, de imediato, o mandato daquele parlamentar por infidelidade partidária. Então, nós não ficaremos apenas na defensiva.”

Na disputa pela eleição municipal do ano que vem, Ciro tem defendido a manutenção da candidatura de Sarto Nogueira à Prefeitura de Fortaleza. Já Cid Gomes defende uma composição com o governador Elmano de Freitas (PT). A divergência, até o momento, tem atrasado os preparativos do partido para o pleito.

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