Economia

Centrais sindicais pedem a Motta que Paulinho da Força relate PEC do fim da escala 6×1

Carta enviada ao presidente da Câmara defende nome de deputado por ‘capacidade de articulação’ e reforça pressão por redução da jornada sem corte salarial

Centrais sindicais pedem a Motta que Paulinho da Força relate PEC do fim da escala 6×1
Centrais sindicais pedem a Motta que Paulinho da Força relate PEC do fim da escala 6×1
O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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Algumas das principais centrais sindicais do País enviaram na sexta-feira 24 uma carta ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo a indicação do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) para a relatoria da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1

Na carta, as entidades argumentam que Paulinho da Força reúne condições políticas e técnicas para conduzir o debate na comissão especial, ressaltando sua “capacidade de diálogo com diferentes setores” e sua experiência em negociações no Congresso.

O deputado paulista foi o relator do PL da Dosimetria na Câmara, que prevê diminuição das penas dos golpistas de 8 de Janeiro e que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os militares presos.

O pedido das centrais ocorre em meio à disputa pelo comando da relatoria da proposta, considerada uma das principais pautas trabalhistas em discussão no Legislativo. A CCJ da Câmara já deu aval à admissibilidade da PEC, que agora será analisada quanto ao mérito por um colegiado especial antes de seguir ao plenário. 

Nos bastidores, a escolha do relator virou ponto de tensão entre o Palácio do Planalto e a cúpula da Câmara. O governo Lula (PT) pressiona por um nome mais alinhado, enquanto Motta sinaliza preferência por manter Paulo Azi (União Brasil-BA), responsável pelo parecer aprovado na CCJ. 

Ao defender Paulinho da Força, as centrais também reforçam a urgência do tema. No documento, classificam como “inadiável” o enfrentamento da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho diante do cenário social e econômico atual, apontando a medida como central para a agenda da classe trabalhadora. 

A criação da comissão especial foi formalizada por Motta na sexta e deve destravar a próxima etapa da tramitação. A expectativa do comando da Câmara é levar a proposta ao plenário ainda no primeiro semestre, embora haja resistência da oposição e discussões sobre compensações ao setor produtivo. 

Quem assina a carta

  • Miguel Torres, presidente da Força Sindical;
  • Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores);
  • Antônio Neto, presidente da CSB (Central de Sindicatos Brasileiros);
  • José Gozze, presidente da Pública, Central do Servidor.

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