Centrais sindicais defendem Barroso e instalação da CPI da Covid-19

"Há responsabilidades do governo federal a serem apuradas com as quase 350 mil mortes que o país tragicamente acumula", diz a nota

LUIS ROBERTO BARROSO E JAIR BOLSONARO. FOTOS: NELSON JR./STF E MARCOS CORRÊA/PR

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Política

Em meio à nova crise política entre o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro Luís Roberto Barroso determinar a abertura da CPI da Covid-19 no Congresso Nacional, centrais sindicais emitiram nota conjunta neste sábado, 10, defendendo o ministro e a instalação da comissão parlamentar de inquérito.

“Há responsabilidades do governo federal a serem apuradas com as quase 350 mil mortes que o país tragicamente acumula, situação que confere ao Brasil a vergonhosa denúncia internacional de péssima condução no enfrentamento da crise sanitária”, diz nota assinada por Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST). “Manifestamos nossa solidariedade ao Supremo Tribunal Federal e ao Ministro Luís Roberto Barroso”.

Barroso determinou a instalação da CPI para apurar o trabalho do governo federal no combate à pandemia. A abertura tinha a resistência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apesar de contar com assinaturas suficientes do ponto de vista regimental. O presidente Jair Bolsonaro reagiu com ataques à decisão do ministro, chamando a medida de “politicalha”. O Plenário do Supremo deve referendar a determinação de Barroso.

“Exigimos, com urgência, a implementação das medidas para estancar o contágio, as mortes, o colapso do sistema de saúde e todas as demais mazelas que essa tragédia sanitária promove”, segue a nota das centrais sindicais, que também presta apoio às medidas de restrição impostas por governadores e prefeitos para conter o novo coronavírus.

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