CCJ do Senado quer esclarecimentos de Dallagnol sobre vazamentos

Para autor do requerimento, senador Angelo Coronel (PSD-BA), envolvidos parecem 'combinar entre si o andamento da Lava Jato'

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Política

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta terça-feira 18, um requerimento que convida o procurador federal Deltan Dallagnol a prestar depoimento sobre as mensagens trocadas com o atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, quando era juiz da Operação Lava Jato. O documento é de autoria do senador Angelo Coronel (PSD-BA). Ainda não há data confirmada para que o procurador preste esclarecimentos.

O pedido foi apresentado na esteira dos vazamentos noticiados pelo portal The Intercept Brasil e tem o objetivo de apurar “suposta e indevida coordenação de esforços” na força-tarefa. Segundo a Agência Senado, Coronel comentou que os envolvidos, por razões pessoais ou desconhecidas, “parecem combinar entre si o andamento da Lava Jato, estratégias de abordagem de investigados e o melhor momento para o desencadeamento de fases”.

A atuação de Dallagnol e Moro abre brecha para suspeitas de desvirtuamento das funções do procurador e do ex-juiz, principalmente no processo do tríplex do Guarujá, que resultou na prisão do ex-presidente Lula. De acordo com as mensagens reportadas pelo The Intercept Brasil, Moro chegou a zombar da defesa de Lula, enquanto orientava os acusadores com fontes e elaboração de nota.

Um dia após os primeiros vazamentos do site do jornalista Glenn Greenwald, no dia 9 de junho, Dallagnol publicou um vídeo na internet para se defender das acusações. Na ocasião, declarou não reconhecer a “fidedignidade” do conteúdo noticiado, afirmou que é “normal” ter conversas com o juiz durante as investigações, e chamou de “teoria da conspiração” as suspeitas de atuação partidária pela cúpula da Lava Jato.

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem