Justiça
CCJ do Senado lê nesta quarta os pareceres sobre indicações de Gonet e Dino
Weverton Rocha (PDT-MA) já emitiu o seu relatório sobre a indicação de Dino, com elogios ao candidato a ministro do STF
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado terá nesta quarta-feira 6 a leitura dos relatórios sobre as indicações de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal e de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República.
Na sequência, o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União-AP), deve conceder vista coletiva – ou seja, mais tempo para os senadores estudarem os pareceres. Dino e Gonet serão sabatinados em 13 de dezembro pela comissão e, depois, submetidos à análise do plenário, onde precisarão de pelo menos 41 votos favoráveis cada.
Relator da indicação de Dino, Weverton Rocha (PDT-MA) apresentou seu parecer nesta segunda-feira 4. O documento ressalta o histórico jurídico do ministro da Justiça, desde sua graduação em direito pela UFMA, em 1990, até o exercício do cargo de juiz federal, encerrado em 2006, ano em que entrou para a política.
“Em toda sua vida acadêmica e política foi autor de diversos artigos científicos em revistas jurídicas, além de publicações e organização de livros na área do Direito Constitucional”, escreveu o senador. “Em suma: trata-se de uma figura reconhecida e admirada nos mundos jurídico e político.”
O relator argumenta que Dino jamais se afastou do ambiente jurídico, mesmo em seus anos de deputado federal, quando apresentou projetos “que se transformaram em normas jurídicas”.
“Autor e coautor de diversos livros e artigos, palestrante e conferencista reconhecido internacionalmente; profundo entendedor da aplicação, da formulação, da aprovação e da interpretação das leis; ex-juiz, exgovernador, ex-deputado e Senador da República, o indicado possui invejável currículo que é, repito, de todos nós conhecido“, completa Weverton.
O relator da indicação de Gonet para a PGR é o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Ele ainda não apresentou seu parecer.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
A mudança que o STF pode fazer nos julgamentos de ações penais
Por CartaCapital
STF abre inquérito contra Janones por suspeita de ‘rachadinha’
Por CartaCapital
Governo celebra decisão do STF sobre precatórios: ‘Resgate da dignidade da Justiça’
Por Victor Ohana



