Brasil perde cinco posições no ranking de desenvolvimento humano da ONU

Os números são referentes a 2019 e ainda não refletem a crise provocada pela pandemia de Covid-19

Pessoas caminham em rua com água de esgoto de Guará, a 20 km de Brasília. (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Pessoas caminham em rua com água de esgoto de Guará, a 20 km de Brasília. (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Política,Sociedade

O Brasil perdeu cinco posições no ranking global feito anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/ONU). Os números divulgados nesta terça-feira 15 são referentes a 2019 e ainda não refletem a crise provocada pela pandemia de Covid-19.

 

 

O índice mede, de forma resumida, o progresso de 189 países em três indicadores: renda, educação e saúde. Atualmente, o Brasil ocupa a 84ª posição.

Em comparação com 2014, ano de referência usado pela ONU, o País caiu duas posições, mas viu o índice passar de 0,756 para 0,765. O Brasil mantém-se na categoria “Alto Desenvolvimento Humano”.

A expectativa de vida teve um leve aumento, passando de 75,7 no ano anterior para 75,9 neste ano.

Na área de educação, o ranking considera que os brasileiros devem ficar 15,4 anos na escola. A realidade, no entanto, é outra. Na média, o tempo de estudo no País é de 8 anos — 0,2 a mais que no ano anterior.

O rendimento nacional bruto per capita, que mede o grau de desenvolvimento econômico de um país, foi de US$ 14.263 em 2019, uma melhora em relação ao número de 2018, de US$ 14.068.

 

Desigualdade de gênero

 

No Índice de Desigualdade de Gênero (IDG), que compara dados de direitos reprodutivos, empoderamento e mercado de trabalho dos homens e das mulheres, o Brasil perdeu seis posições e passou a ocupar o 95ª lugar entre os 189 países do ranking.

Mercado de trabalho: Cerca de 54,2% das mulheres acima de 15 anos estão inseridas no mercado de trabalho. Entre os homens, esse número sobe para 74,1%. As mulheres ocupam apenas 15% das cadeiras do Parlamento.

Educação: 61,6% das mulheres acima de 25 anos têm algum grau de educação secundária. O índice é menor entre os homens: 58,3%.

 

América do Sul 

 

O Brasil ocupa o 6º lugar no ranking do IDH dos países da América do Sul. O Chile ocupa a primeira posição, com IDH de 0.851. Em relação aos demais países do mundo, o Chile manteve o 43º lugar. A Argentina também manteve sua posição (46º). Veja o ranking do 10 melhores colocados:

  1. Chile – 0.851 (43º no mundo)
  2. Argentina – 0.845 (46º no mundo)
  3. Uruguai – 0.817 (55º no mundo)
  4. Peru – 0.777 (79º no mundo)
  5. Colômbia – 0.767 (83º no mundo)
  6. Brasil – 0.765 (84º no mundo)
  7. Equador – 0.759 (86º no mundo)
  8. Paraguai – 0.728 (103º no mundo)
  9. Bolívia – 0.718 (107º no mundo)
  10. Venezuela – 0.711 (113º no mundo)
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