Boulos: ‘Os crimes de Bolsonaro custam vidas, e é por isso que estamos nas ruas’

A CartaCapital, o líder do MTST defende os protestos e rechaça qualquer comparação com os 'desfiles da morte' bolsonaristas

Manifestação em Brasília contra o presidente Jair Bolsonaro, neste sábado 19 de junho. Foto: Sergio Lima/AFP

Manifestação em Brasília contra o presidente Jair Bolsonaro, neste sábado 19 de junho. Foto: Sergio Lima/AFP

Política

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, defende as manifestações deste sábado 19, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro, alvo dos protestos, não deixou qualquer alternativa.

 

 

“Ninguém queria estar fazendo mobilizações e manifestações no meio de uma pandemia, mas hoje chegamos a 500 mil mortes no País pela postura criminosa e genocida do presidente da República”, declarou Boulos em contato com CartaCapital.

Para o potencial candidato do PSOL ao governo paulista em 2022, não é possível “esperar passivamente  mais um ano e meio até o processo eleitoral”. Ele avalia ainda que “os crimes de Bolsonaro estão custando vidas, e é por isso que estaremos nas ruas”.

Boulos, porém, não vê qualquer comparação possível entre os atos deste sábado – que reeditam, em maior escala, os de 29 de maio – e as mobilizações “negacionistas feitas por Bolsonaro”.

“Ali [nas manifestações pró-Bolsonaro] ninguém usa máscara. Nas nossas, todas as pessoas estão de máscara, tem uma orientação da organização para buscar manter o distanciamento, tem equipes de saúde atuando nas manifestações, tem voluntários orientando o distanciamento e ditribuindo álcool em gel. Não há comparação possível entre os desfiles da morte promovidos pelo bolsonarismo e as manifestações contra o genocídio e com precauções sanitárias conduzidas pelos movimentos sociais e pela esquerda”.

Boulos participará do ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Mais cedo, diversas cidades brasileiras receberam os protestos contra Jair Bolsonaro. Os manifestantes cobram, entre outras coisas, o impeachment do presidente, a intensificação da campanha de vacinação contra a Covid-19 e a retomada do auxílio emergencial de 600 reais.

A expectativa dos organizadores é de que os protestos aconteçam em mais de 400 cidades brasileiras e 57 no exterior. As mobilizações de 29 de maio se espalharam por pouco mais de 200 cidades do País e 14 internacionais, conforme monitoramento da organização.

Veja imagens dos atos deste sábado 19:

 

Manifestação contra Bolsonaro em Brasília. Foto: Sergio Lima/AFP

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