Bolsonaro usa máscara ao sancionar lei sobre vacinas; Flávio diz apoiar imunização

O presidente da República não utilizava o item de proteção em um evento oficial desde o dia 3 de fevereiro

Foto: Alan Santos/PR

Foto: Alan Santos/PR

Política

Após o discurso do ex-presidente Lula no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, em que houve duras críticas à postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro na pandemia do novo coronavírus, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pediu aos seus seguidores no aplicativo Telegram que compartilhassem uma imagem do pai com a seguinte frase: “Nossa arma é a vacina”.

 

 

 

O senador também fez uma publicação em suas redes sociais sobre a importância da vacinação para gerar empregos, em um tom aparentemente menos conflitante com os imunizantes.

Jair e Flávio Bolsonaro já se manifestaram contra a obrigatoriedade da vacina e colocaram em xeque a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan e trunfo político do governador paulista, João Doria (PSDB).

Jair Bolsonaro também adotou uma postura simbolicamente distinta de seu usual nesta quarta. No início da tarde, o presidente sancionou uma lei que facilita a compra de vacinas pela União, governos estaduais e municipais e iniciativa privada; além de uma Medida Provisória que permite a compra de vacinas antes do aval da Agência de Vigilância Sanitária e dá sete dias úteis para a Anvisa decidir sobre a aprovação temporária de imunizantes.

Bolsonaro usou máscara ao longo da cerimônia, algo que não fazia em um evento oficial desde o dia 3 de fevereiro. Ele acumula críticas e questionamentos quanto à eficácia da imunização. Ainda assim, minimizou a eficiência do distanciamento social e voltou a defender o “tratamento imediato” da Covid-19, baseado no uso de medicamentos sem eficiência comprovada, como cloroquina, ivermectina e Annita.

 

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