Política
Bolsonaro responde críticas de ministros do STF: “Quero que me apontem uma ação antidemocrática”
Em transmissão ao vivo na internet, presidente disse que nunca censurou a mídia
O presidente Jair Bolsonaro rebateu críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), durante transmissão ao vivo na internet, nesta quinta-feira 3.
“Respeitosamente, eu quero que… eu queria que essas pessoas apontassem um ato meu, uma ação antidemocrática. Só isso, mais nada”, afirmou o presidente, acompanhado do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça.
Na sequência, Bolsonaro negou que tenha tentado “censurar a mídia” e criticou as gestões petistas por já terem sugerido projetos de regulamentação dos meios de comunicação.
“Quando é que eu tentei censurar a mídia? Quando é que eu busquei o controle social da mídia? Coisa que os governos anteriores fizeram, e eles não falaram absolutamente nada. Agora, imagine eu falando 10% disso? Então, eu não quero polêmica”, afirmou.
Magistrados atacam Bolsonaro
Nos últimos meses, Bolsonaro tem sido alvo de uma série de críticas de ministros do Supremo.
Em junho, a ministra Cármen Lúcia afirmou que acha difícil superar a pandemia sob um “desgoverno”, durante entrevista ao portal UOL.
No mês seguinte, o ministro Gilmar Mendes disse que o Exército se associou a um “genocídio” ao manter Eduardo Pazuello no comando provisório do Ministério da Saúde, por ordem de Bolsonaro.
Semana passada, o ministro Luís Roberto Barroso disse que o Brasil tem um presidente que defende a ditadura e a tortura.
Na segunda-feira 31, foi a vez do ministro Edson Fachin atacar Bolsonaro. Em referência implícita, o magistrado afirmou que as eleições deste ano põem em disputa um projeto “autoritário”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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