Justiça

Bolsonaro poderia ter acelerado atendimento na Papudinha acionando o ‘botão do pânico’, diz Moraes

O ministro do STF concedeu prisão domiciliar humanitária por três meses ao ex-presidente

Bolsonaro poderia ter acelerado atendimento na Papudinha acionando o ‘botão do pânico’, diz Moraes
Bolsonaro poderia ter acelerado atendimento na Papudinha acionando o ‘botão do pânico’, diz Moraes
O ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, em 3 de setembro de 2025. Foto: Sergio Lima/AFP
Apoie Siga-nos no

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afirmou, em decisão assinada nesta terça-feira 24, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia ter antecipado seu atendimento médico em 13 de março — dia em que foi internado — se tivesse apertado seu “botão do pânico”.

A avaliação consta do despacho em que Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro por pelo menos 90 dias. No dia 13, Bolsonaro foi transferido da Papudinha, onde cumpria sua pena de 27 anos de prisão pela trama golpista, para o Hospital DF Star, onde os médicos diagnosticaram uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração.

Segundo o ministro, a observância de todos os cuidados necessários à saúde e à dignidade do ex-capitão foi eficiente, o que permitiu um rápido transporte para o hospital. Na véspera da internação, acrescentou, a equipe de saúde atestou que ele tinha boas condições físicas e mentais — naquele dia Bolsonaro chegou a fazer uma caminhada de cinco quilômetros.

“Saliente-se, ainda, que o custodiado poderia ter antecipado seu próprio atendimento, caso tivesse acionado mais cedo o ‘botão do pânico’, que estava à sua disposição 24 (vinte e quatro) horas por dia”, escreveu o relator.

O ex-presidente segue sem previsão de deixar o hospital. Na segunda-feira 23, ele apresentou melhora clínica, recebeu alta da unidade de terapia intensiva e foi transferido para um quarto.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo