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Bolsonaro pode entregar Orçamento 2022 nas mãos de Ciro Nogueira, do Centrão

Medida tiraria poderes de Paulo Guedes, mas reforçaria troca de cargos e benefícios em busca de apoio eleitoral

Presidente Jair Bolsonaro, durante solenidade de posse do novo ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência
Presidente Jair Bolsonaro, durante solenidade de posse do novo ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência
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Após se filiar ao PL de Valdemar Costa Neto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve conceder ainda mais espaço ao Centrão em 2022, ano eleitoral. A iniciativa da vez é conceder o poder de execução do Orçamento de 2022 a Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil e líder do PP. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A medida, se confirmada, tiraria poderes de Paulo Guedes, mas reforçaria troca de cargos e benefícios promovidas por Bolsonaro em busca de apoio partidário do Centrão na disputa eleitoral. A iniciativa, de acordo com o jornal, prevê que a responsabilidade pela execução do orçamento seja dividida entre Guedes e Nogueira. Atualmente, a Economia é a única responsável por definir os detalhes da destinação dos recursos.

O novo decreto, que deve ser publicado ainda nesta quinta-feira 13 em Diário Oficial, faria com que toda a movimentação tenha que ter anuência de Ciro Nogueira antes de acontecer. Em nota divulgada sobre o decreto, o Palácio do Planalto não cita a alteração, mas a mudança foi confirmada pelo jornal por fontes do governo.

A medida adotada é incomum e nunca foi feita por Bolsonaro durante o seu mandato. A alteração faz com que, além de dar poderes para Nogueira decidir detalhes de quais ações devam ser priorizadas em cada pasta, o Centrão tenha maior controle sobre as emendas de relator, principal mecanismo do chamado orçamento secreto.

A alteração também marca um novo episódio de disputa entre os políticos integrantes do 1º escalão do governo e o ministro Paulo Guedes. No embate mais recente, Guedes saiu derrotado ao ter que ceder pelo aumento do Auxílio Brasil. Na ocasião, a saída do ‘superministro’ chegou a ser cogitada.

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