Política

Após abrir as portas para Bolsonaro no PL, Valdemar Costa Neto quer mais ministérios

Parlamentares consideram natural que Valdemar aumente participação no 1º escalão do governo após crescimento da bancada que deve ocorrer em março

Foto: Reprodução
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Com a possível saída de 12 ministros para disputarem as eleições de outubro deste ano, o PL, partido de Valdemar Costa Neto, pretende ampliar a sua participação no 1º escalão do governo de Jair Bolsonaro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira 12.

As mudanças ministeriais, que devem ocorrer em março, aumentaram o apetite de Valdemar, que, ao que tudo indica, irá cobrar a conta por ter aberto as portas do seu partido para receber a candidatura presidencial. A moeda de troca, além das eleições, será o aumento da bancada de deputados que deve ocorrer no mesmo período com a abertura da janela eleitoral. A expectativa é que a legenda salte de 43 para até 70 deputados.

Ao jornal, parlamentares que integram a sigla dizem considerar ‘natural’ que Valdemar Costa Neto queira ampliar seu nível de influência no governo. Auxiliares de Bolsonaro no Planalto defendem que os ministros que deixarem o cargo devam ser substituídos ‘sem surpresas’ por seus secretários-executivos. A medida, no entanto, contraria líderes partidários.

O deputado Wellington Roberto, líder do PL na Câmara, é um dos que enxergam como ‘natural’ a movimentação. O parlamentar defende que os partidos devam ser consultados sobre as futuras nomeações.

“Cabe ao presidente decidir, mas, em determinadas pastas, é preciso encaminhar mudanças”, defende. “Às vezes, a indicação do secretário-executivo é de um ministro, não de um partido”, acrescenta na sua posição.

Também do PL, o líder da bancada da bala na Câmara, deputado Capitão Augusto, disse que acredita em Bolsonaro para ‘respeitar os partidos’ quando for o momento de promover as mudanças.

“O presidente vai saber respeitar a proporcionalidade dos partidos. E isso pode refletir na formação do novo governo”, destacou ao jornal.

Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, no entanto, não acredita que Bolsonaro irá ceder mais espaço a Valdemar Costa Neto. Para ele, a ida de Bolsonaro ao PL não renderá mais cargos para a legenda, conforme registra o jornal.

Para promover mudanças, Bolsonaro também terá que negociar a participação do PP, de Ricardo Barros e Ciro Nogueira, e do Republicanos, de Marcos Pereira. De acordo com integrantes das legendas, as negociações já começaram.

Os 12 ministros que devem deixar o governo

Devem deixar o governo para concorrer a um cargo nas eleições de outubro os ministros Tarcísio de Freitas, Marcelo Queiroga, Fábio Faria, Flávia Arruda, Damares Alves, Tereza Cristina, Rogério Marinho, Onyx Lorenzoni, João Roma, Anderson Torres, Gilson Machado e Marcos Pontes.

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