Bolsonaro passeia de moto em Brasília e visita a deputada Bia Kicis

O passeio do presidente foi feito logo após ele anunciar que seu exame para a covid-19 deu negativo

Presidente Jair Bolsonaro passeia de moto por Brasília. Foto: reprodução CNN.

Presidente Jair Bolsonaro passeia de moto por Brasília. Foto: reprodução CNN.

Política

Após divulgar neste sábado 25 que seu último teste para a covid-19 deu negativo, o presidente Jair Bolsonaro passeou de moto por Brasília. Acompanhado de seguranças, o capitão deixou o Palácio do Planalto e foi em direção a casa da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), parlamentar bolsonarista que foi retirada da vice-liderança do governo nesta semana.

Antes de chegar à residência de Bia, Bolsonaro esteve em uma concessionária da Honda no SIA (Setor de Indústria e Abastecimento). O local é conhecido por abrigar concessionárias de veículos e motos, além de lojas de material para construção.

Questionado como se sentia após testar negativo, o presidente disse que não sentiu nada desde o começo. “Se não tivesse feito o teste, nem saberia que tinha contraído o vírus. É uma coisa que acontece”, afirmou. O capitão voltou a criticar o isolamento social.  “O que não pode é o efeito de movimentos isolacionistas causando mais dano que o próprio vírus”, completou.

Cloroquina: “Não tô recomendando. Tomei, me senti muito bem”

Desde de 7 de julho, quando anunciou que estava infectado, o presidente ficou em quarentena em um escritório dentro do Palácio do Alvorada, de onde despacha virtualmente com ministros e demais autoridades. Mesmo em isolamento, o presidente foi visto passeando em Brasília, montado em uma motocicleta, sem usar máscara. Na ocasião, conversava com funcionários de limpeza de rua. O momento foi flagrado pelo fotógrafo Adriano Machado, da agência Reuters.

Durante todo o período que esteve infectado pelo coronavírus, Bolsonaro defendeu o uso da cloroquina. O presidente chegou a fazer vídeos e lives tomando o remédio e defendo sua eficácia, mesmo sem respaldo da ciência.

“Deixo bem claro que é uma adesão do médico e do paciente, como foi o meu caso. Não tô recomendando para ninguém não. Eu tomei, 12 horas depois estava me sentindo muito bem”, disse o chefe do Palácio do Planalto em live na última quinta-feira 23. “A mesma coisa me reportou o Onyx [Lorenzoni, ministro da Cidadania] e o ministro Milton [Ribeiro] da Educação”, completou, em referência a ministros infectados que também declararam ter feito uso do remédio.

Porém, um estudo realizado para medir a eficiência da hidroxicloroquina em pacientes com covid-19 demonstrou, novamente, que o medicamento não tem efeito comprovado na melhora do quadro respiratório de quem tem o coronavírus.

Em 17 de julho, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) recomendou o “abandono urgente” da hidroxicloroquina para qualquer fase do tratamento contra a covid-19.

 

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem