Bolsonaro diz que STF legisla e questiona falta de ministro evangélico

Em evento religioso, presidente se diz 'terrivelmente cristão' e opina que STF 'legisla' sobre LGBTfobia

Bolsonaro diz que STF legisla e questiona falta de ministro evangélico

Política

Oito dias após o Supremo Tribunal Federal ter formado maioria para criminalizar a LGBTfobia, Jair Bolsonaro questionou: “Será que não está na hora de termos um ministro no Supremo Tribunal Federal evangélico?”. A declaração foi dada em evento religioso promovido pela Assembleia de Deus em Goiânia (GO), nesta sexta-feira 31.

O presidente citou a ministra Damares Alves ao repetir que era “terrivelmente cristão”, e, ao tentar atacar a imprensa, diz que não queria ‘misturar Justiça com religião’.

Bolsonaro, no entanto, questionou o voto da maioria da Suprema Corte, que interpretou que a LGBTfobia seria enquadrada no crime de racismo até que o Legislativo votasse alguma lei para tratar da problemática.

“O Supremo Tribunal Federal agora está discutindo se homofobia pode ser tipificado como racismo. Desculpe aqui o Supremo Tribunal Federal, que eu respeito e jamais atacaria outro poder, mas, pelo que me parece, estão legislando. E eu pergunto aos senhores: o Estado é laico, mas eu sou cristão”, afirmou o presidente.

A votação no Supremo ainda não foi encerrada – será retomada no dia 13 de junho. O STF já dedicou 5 sessões do Plenário, em uma discussão que se estende desde fevereiro, para discutir sobre a temática.

O voto dos 6 ministros favoráveis até o momento foi baseado em estatísticas de violência por ódio e preconceito e também pela omissão do Congresso ao longo dos anos em proteger os direitos fundamentais da população LGBT+.

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