Política

Bolsonaro diz que gastará ‘uns 300 mil’ no cartão corporativo porque tem de ir ao NE ‘com 50 seguranças’

‘Meu gasto é grande, sim’, admitiu o ex-capitão em contato com militantes no cercadinho do Palácio da Alvorada

Foto: Reprodução
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O presidente Jair Bolsonaro tentou justificar, nesta segunda-feira 7, seus gastos com cartões corporativos, que viraram objeto de processos no Tribunal de Contas da União. Em contato com apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada, afirmou que “bateram muito” ao longo das últimas semanas.

“Meu gasto é grande, sim. Amanhã e quarta eu vou gastar uns 300 mil no cartão corporativo, com duas viagens ao Nordeste. Quase tudo aqui é financiado com cartão corporativo. Eu posso ir ao Nordeste com dois seguranças? Não, eu tenho que ir com 50”, disse o ex-capitão a seus militantes. “Combustível, alimentação do pessoal, pedágio…”

Faltando um ano para o fim de sua gestão, Bolsonaro já gastou 29,6 milhões de reais, montante cerca de 19% superior ao registrado pela ex-presidenta Dilma Rousseff e por Michel Temer entre 2015 e 2018, conforme revelou o jornal O Globo.

Somente em 2021, as despesas chegaram a 11,8 milhões de reais, o maior valor dos últimos sete anos. Em dezembro, os cartões exclusivos da família presidencial foram usados em compras que somaram 1,5 milhão de reais, valor mais elevado para um único mês dos três anos da atual administração.

Ao comentar a comparação, Bolsonaro afirmou, nesta segunda: “Dilma viajava para inaugurar o quê? Não fizeram nada. Gastavam com segurança para ela? Não tinha, ninguém estava atrás dela pra fazer besteira”.

No sábado 5, o deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) protocolou uma petição no TCU em que pede agilidade ao ministro Antonio Anastasia em um processo de auditoria sobre os gastos de Bolsonaro com cartões corporativos.

“A sociedade já está há muito tempo esperando uma satisfação. Os gastos do cartão corporativo de Bolsonaro superam os de outros presidentes e estão altíssimos, batendo na casa de 30 milhões de reais com a correção da inflação. E o presidente mantém tudo em segredo, contrariando inclusive as críticas que fazia quando era deputado. Esperamos que o TCU apresente o resultado do trabalho de forma mais célere à população”, argumenta Vaz.

Na semana passada, o Tribunal abriu outro processo para apurar os gastos de Bolsonaro com cartões corporativos. A decisão acolheu um pedido apresentado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES).

CartaCapital
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