Política

Bolsonaro diz que 11 ministros devem deixar o governo para disputar eleição

Aliados devem sair dos cargos até 31 de março, segundo o ex-capitão

O presidente Jair Bolsonaro (PL), durante coletiva de imprensa em Rondônia. Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro (PL), durante coletiva de imprensa em Rondônia. Foto: Reprodução
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que 11 ministros do seu governo devem disputar as eleições de 2022. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira 3, em Rondônia, antes de uma reunião bilateral com o presidente do Peru, Pedro Castillo.

Segundo Bolsonaro, os ministros devem deixar o governo em 31 de março. Haverá, portanto, um “pacotão” de novos ministros – o anúncio, segundo ele, acontecerá apenas via Diário Oficial da União.

O ex-capitão disse que tem “profundo apreço” pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO) e que o diálogo está aberto, mas que não há nada decidido sobre indicá-lo a um ministério. Mencionou ainda a possibilidade de haver “ciumeira” entre seus aliados com as nomeações.

Defensores fiéis de Bolsonaro na CPI da Covid, os senadores Marcos Rogério e Luis Carlos Heinze (PP-RS) foram os primeiros nomes ventilados como possíveis substitutos.

De acordo com as regras da Justiça Eleitoral, os ministros devem deixar seus postos pelo menos seis meses antes da votação, que neste ano ocorre em outubro. No início de janeiro, Bolsonaro já havia admitido a previsão de que metade do seu corpo ministerial fosse substituído.

Entre os ministros cotados para disputar a eleição, está o chefe da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. O aliado de Bolsonaro deve concorrer ao governo de São Paulo. Há expectativa de que o vice-presidente Hamilton Mourão também tente o governo do Rio de Janeiro ou o Senado.

Os outros que podem deixar os cargos são Marcelo Queiroga, Fábio Faria, Damares Alves, Rogério Marinho, Onyx Lorenzoni, João Roma, Anderson Torres, Gilson Machado e Marcos Pontes.

Encontro com presidente de esquerda

Bolsonaro também se pronunciou sobre o fato de encontrar o presidente do Peru, a quem já fez críticas por ser associado à esquerda. Segundo o ex-capitão, o atrito foi “superado”.

“Nós queremos uma América do Sul livre, liberdade de expressão, liberdade de imprensa para todos aqui. Logicamente esse encontro aqui tem a ver com isso. Nós podemos ter uma boa relação se a democracia imperar de fato no seu país”, declarou.

Segundo a Presidência do Peru, o encontro trata dos temas “conexão multimodal, comércio e cooperação fronteiriça”. Ambos assinaram convênios em saúde para promover um programa com ênfase na operação de sistemas de informação e telemedicina, para melhorar a área de atenção primária, segundo nota.

Victor Ohana

Victor Ohana
Repórter do site de CartaCapital

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