Política

Bolsonaro demite presidente dos Correios por considerá-lo sindicalista

O general Juarez Aparecido de Paula Cunha vinha criticando a ideia da privatização dos Correios, uma das apostas do governo

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta sexta-feira 14, que vai demitir o presidente dos Correios, o general Juarez Aparecido de Paula Cunha. O comunicado ocorreu no fim do café da manhã com jornalistas, em Brasília. O motivo seria o comportamento do militar: segundo Bolsonaro, o general agia como “sindicalista”.

No último dia 5, o general esteve no Congresso e fez críticas ao processo de privatização dos Correios. Para ele, apenas a parte lucrativa da empresa irá para a iniciativa privada, e os brasileiros terão que arcar com os custos do que restar.

Durante audiência no Congresso, Cunha explicou que o resultado financeiro dos Correios é concentrado em poucas cidades. Em 2018, 92% dos lucros vieram das atividades em 324 municípios, correspondendo a um total de 6,71 bilhões de reais. Enquanto isso, os outros 5.246 municípios respondem por um prejuízo de 6,54 bilhões“O Estado brasileiro ou o cidadão brasileiro que paga impostos vão pagar a conta dos demais municípios”, declarou.

O posicionamento do general vai contra a intenção do governo. Bolsonaro já afirmou em suas redes sociais que o projeto de privatização vem ganhando força e que serviços melhores e mais baratos só podem existir com menos Estado e mais concorrência via iniciativa privada.

O presidente ainda não declarou quem deve assumir o cargo deixado pelo general Cunha, mas afirmou ter feito o convite ao general Santos Cruz, demitido na quinta-feira 13, da Secretaria de Governo. O general Juarez Aparecido de Paula Cunha assumiu a estatal ainda no governo do ex-presidente Michel Temer, quando a empresa estava sob o guarda-chuva do ex-ministro das Comunicações, Gilberto Kassab.

(colaborou Victor Ohana)

Ana Luiza Basilio

Ana Luiza Basilio Repórter do site de CartaCapital

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