Política
Bolsonaro celebra que governo não demarcou nenhuma terra indígena
Para presidente, se o Marco Temporal for aprovado no STF será o fim do agronegócio no Brasil
O presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia de distribuição de títulos de terra no interior de São Paulo, se orgulhou de não ter demarcado terras indígenas e quilombolas, ou aumentado áreas de proteção ambiental em seu governo.
“Nosso governo demarcou uma só terra de reserva indígena? Demarcou um só quilombola? Ampliou algum parque nacional? Criou uma área de proteção ambiental?”, questionou o presidente ao ser perguntando por uma apoiadora.
Bolsonaro ainda disse que se ação que está no Supremo Tribunal Federal sobre o marco temporal for aprovada, será um retrocesso para o País.
“O STF decide um processo conhecido como novo marco temporal, caso isso venha ser aprovado, uma outra área correspondente ao sudeste também será demarcada como terra indígena. Isso é o fim do agronegócio no Brasil. Isso é a certeza de que nós poderemos não ter mais a garantia alimentar”, declarou o presidente.
No discurso, Bolsonaro ainda citou a crise econômica e atribuiu, novamente, a responsabilidade aos prefeitos e governadores que decretaram as medidas de isolamento para evitar a propagação do coronavírus.
“Reclamam do preço do combustível e da conta de gás, é verdade. Mas é a conta que o mundo está pagando da política covarde e criminosa do “fique em casa, que a economia a gente vê depois”, disse.
“Talvez eu tenha sido o único chefe de estado que teve a coragem de se insurgir contra essa política do ‘fique em casa’, contra os fechamentos, contra lockdown, contra medidas restritivas e atualmente também contra a vacinação obrigatória”, completou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


