Política

Bolsonaro celebra que governo não demarcou nenhuma terra indígena

Para presidente, se o Marco Temporal for aprovado no STF será o fim do agronegócio no Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR
O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR
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O presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia de distribuição de títulos de terra no interior de São Paulo, se orgulhou de não ter demarcado terras indígenas e quilombolas, ou aumentado áreas de proteção ambiental em seu governo. 

“Nosso governo demarcou uma só terra de reserva indígena? Demarcou um só quilombola? Ampliou algum parque nacional? Criou uma área de proteção ambiental?”, questionou o presidente ao ser perguntando por uma apoiadora.

Bolsonaro ainda disse que se ação que está no Supremo Tribunal Federal sobre o marco temporal for aprovada, será um retrocesso para o País.

“O STF decide um processo conhecido como novo marco temporal, caso isso venha ser aprovado, uma outra área correspondente ao sudeste também será demarcada como terra indígena. Isso é o fim do agronegócio no Brasil. Isso é a certeza de que nós poderemos não ter mais a garantia alimentar”, declarou o presidente.

No discurso, Bolsonaro ainda citou a crise econômica e atribuiu, novamente, a responsabilidade aos prefeitos e governadores que decretaram as medidas de isolamento para evitar a propagação do coronavírus. 

“Reclamam do preço do combustível e da conta de gás, é verdade. Mas é a conta que o mundo está pagando da política covarde e criminosa do “fique em casa, que a economia a gente vê depois”, disse.

“Talvez eu tenha sido o único chefe de estado que teve a coragem de se insurgir contra essa política do ‘fique em casa’, contra os fechamentos, contra lockdown, contra medidas restritivas e atualmente também contra a vacinação obrigatória”, completou.

Marina Verenicz

Marina Verenicz Repórter do site de CartaCapital

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