Justiça
Bolsonaro apresenta ‘boa resposta’ ao tratamento, aponta boletim médico
Na próxima semana, encerra o prazo para Alexandre de Moraes analisar se o ex-presidente cumpriu com as medidas cautelares impostas ao receber o benefício da prisão domiciliar
O médico e o fisioterapeuta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), informaram nesta sexta-feira 19 ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que o ex-capitão tem apresentado ‘boa resposta’ ao tratamento.
Nas anotações de Brasil Ramos, o médico diz que os medicamentos utilizados por Bolsonaro para o controle do soluço têm tido efeito “secundário como sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal”. “Do ponto de vista cardiológico continua estável, com pressão arterial controlada, ausculta cardíaca normal, ausculta pulmonar com alteração residual na base do pulmão esquerdo”.
O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas informou ainda que Bolsonaro demonstrou, nesta semana, “maior disposição física em comparação às semanas anteriores”.
Segundo o documento, Bolsonaro realizou sessões de fisioterapia entre os dias 15 e 17 de junho “com foco na recuperação funcional pós-operatória do ombro direito“. No atendimento de segunda-feira 15, o ex-presidente “apresentou-se em melhores condições gerais”, fato associado “à ausência de episódios de soluços nos dias que antecederam o atendimento”, diz o boletim.
Já na quarta-feira 17, o fisioterapeuta informou que Bolsonaro “apresentou-se mais cansado e abatido”, mas “manteve boa tolerância às condutas propostas”. Apesar disso, “permanecem restrições nos movimentos de rotação interna e externa do ombro”. Por esse motivo, o profissional recomenda a continuidade do acompanhamento.
Na próxima semana, encerra o prazo para Moraes analisar se o ex-presidente cumpriu com as medidas cautelares impostas ao receber o benefício da prisão domiciliar. Nesta semana, a Polícia Militar do Distrito Federal encontrou uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro junto a um sargento do Exército membro do Gabinete de Segurança Institucional.
A pedido do ministro, que é relator da execução penal do ex-capitão na Corte, foi instaurado um inquérito na Polícia Civil do DF para investigar o caso.
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