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Bolsonaro acusa Supremo de cometer crime ao ‘tirar poderes’ do governo durante a pandemia

Bolsonaro acusa Supremo de cometer crime ao ‘tirar poderes’ do governo durante a pandemia

'Eu tenho uma nota que vai ser para 'peitar' o Supremo Tribunal Federal, até porque eu estou por cima', prometeu o presidente aos apoiadores

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em conversa com apoiadores nesta quinta-feira 29, o presidente Jair Bolsonaro acusou o Supremo Tribunal Federal de cometer crime ao supostamente ‘tirar poderes’ do governo para conduzir a pandemia.

“Vou rebater logo mais a nota do Supremo Tribunal Federal de ontem dizendo que não tirou poderes meus. Isso é fake news. Uma decisão, eu acho que é de março ou de abril, o Supremo decidiu que as medidas restritivas de governadores e prefeitos não poderiam ser modificadas por mim. Então o Supremo na verdade cometeu crime”, acusou Bolsonaro. “Eu tenho uma nota que vai ser para ‘peitar’ o Supremo Tribunal Federal, até porque eu estou por cima.”

Segundo o presidente, a decisão dos ministros suprimiu direitos constitucionais da população, como o ‘de ir e vir’. Para ele, prefeitos e governadores foram autorizados pelo STF a cometer ‘barbaridades’ sem punição.

“Fizeram barbaridades acobertados pelo Supremo…acobertados não, mas autorizados pelo Supremo Tribunal Federal”, contemporizou.

Após a acusação, Bolsonaro passou a questionar a articulação de ministros do STF contra a proposta do voto impresso e disse que os membros do Tribunal são ‘contra a democracia’.

“Por que um ministro do Supremo Tribunal Federal vai pra dentro do Congresso, conversa com lideranças e no dia seguinte várias dessas lideranças trocam integrantes da comissão? Qual é o poder de convencimento do senhor Barroso?”, questionou. “Eles não querem o voto democrático. Eles são contra a democracia”, explicando a sua teoria aos apoiadores.

O presidente também voltou a defender seu veto ao ‘fundão’ de 4 bilhões de reais, alegando ser obrigado por lei a sancionar o valor. Técnicos da Câmara, porém, sustentam que o valor obrigatório é de apenas 800 milhões de reais.

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Repórter do site de CartaCapital

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