Justiça

Barroso confirma Moraes como relator de investigação sobre o atentado em Brasília

O ministro já chefia apurações relacionadas, como os inquéritos do 8 de Janeiro, das Fake News e das Milícias Digitais

Barroso confirma Moraes como relator de investigação sobre o atentado em Brasília
Barroso confirma Moraes como relator de investigação sobre o atentado em Brasília
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, designou o ministro Alexandre de Moraes como relator da investigação sobre o atentado da última quarta-feira 13 na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Francisco Wanderley Luiz, ex-candidato a vereador pelo PL em Rio do Sul (SC), detonou uma série de artefatos na área em frente ao STF e morreu no local, em seguida, após ser atingido por uma das explosões.

A escolha por Moraes como chefe da apuração ocorreu por prevenção, porque o ministro já relata investigações semelhantes, como os inquéritos do 8 de Janeiro, das Fake News e das Milícias Digitais.

A PF entende que os novos fatos têm relação com os atos golpistas de 8 de Janeiro. Em ofício encaminhado a Moraes, a corporação enfatizou que o autor das explosões fez publicações nas redes sociais sobre o atentado, nas quais atacava o Judiciário e convocava a população a tomar o poder.

Para Barroso, as informações preliminares “revelam possível prática de delitos contra o Estado Democrático de Direito, com o objetivo de atentar, por meio de violência, contra a independência do Poder Judiciário e o Supremo Tribunal Federal”.

Na abertura do VII Encontro Nacional do Ministério Público no Tribunal do Júri, Moraes vinculou o ataque de quarta-feira à “disseminação de discursos de ódio sob o pretexto de liberdade de expressão” e cobrou uma reação firme.

De acordo com o ministro, só haverá pacificação de fato quando se concretizar a punição a quem atacou a democracia.

“Não existe possibilidade de pacificação com anistia a criminosos. Nós sabemos, e vocês que atuam no Ministério Público sabem, que um criminoso anistiado é um criminoso impune, e a impunidade vai gerar mais agressividade, como gerou ontem.”

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