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Após Renan pedir a prisão de Wajngarten, presidente da CPI diz que não é ‘carcereiro’

Após Renan pedir a prisão de Wajngarten, presidente da CPI diz que não é ‘carcereiro’

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, pediu nesta quarta-feira 12 a prisão do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, por, segundo ele, mentir no colegiado.

O estopim foi a declaração de Wajngarten sobre a campanha publicitária “O Brasil não pode parar”, que data de março do ano passado. “Eu me recordo de um vídeo circulando, ‘O Brasil não pode parar’, eu não tenho certeza se ele é de autoria, de assinatura da Secom. Eu não sei se ele foi feito dentro da estrutura ou por algum… E circulou de forma orgânica. Eu não tenho essa certeza, posso confirmar para o senhor”, disse Wajngarten.

O ex-chefe da Secom se referiu à campanha como um “teste” e disse que “não houve autorização para veiculação de nada”. A divulgação da peça, segundo Wajngarten, “vazou” pelo gabinete do então responsável pela Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Mais tarde, Calheiros rebateu: “Vossa Senhoria, mais uma vez, mente. Porque está aqui uma postagem da Secom da campanha ‘O Brasil não pode parar’ e está aqui também no site ‘Governo do Brasil’ a postagem oficial. Vossa Excelência, mais uma vez, mente”.

“Mentiu diante dos áudios publicados e continua mentindo. Esse é o primeiro caso de alguém que vem à Comissão Parlamentar de Inquérito e, em desprestígio à verdade, mente. Eu vou, diante do flagrante evidente, pedir a prisão de Vossa Senhoria”, completou o relator.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) concordou com a sugestão de Renan Calheiros. “Antes de ser senador, fui delegado de polícia por 27 anos. Eu já inquiri inúmeras pessoas. Esse depoente faltou com a verdade e está em estado flagrancial”, argumentou.

Diante da discussão, o presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que não será “carcereiro” e, portanto, não pedirá a prisão de Wajngarten.

“A gente não pode tornar o País pior do que já está. Eu tenho que ter equilíbrio aqui. Então, não tomarei essa decisão. Tenho tomado decisões muito equilibradas, mas daí a ser carcereiro de alguém, não. Eu sou um democrata. Se ele mentiu, temos como pedir o indiciamento dele”, justificou Aziz.

Assista à sessão:

 

 

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