Após comparar servidor a parasita, Guedes diz que frase foi descontextualizada

Ministro da Economia lamentou que imprensa tenha 'desviado o foco' sobre seu discurso

O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Marcos Corrêa/PR

Política

Depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o servidor público é “parasita” do Estado, o Ministério divulgou uma nota em que afirma que o comentário foi retirado do contexto.

Segundo a pasta, Guedes analisou situações específicas de estados e municípios que têm o orçamento comprometido com a folha de pagamento. O ministro falou, de acordo com a nota, sobre entes da Federação que estão com despesas acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O Ministério da Economia diz ainda que, nesta situação extrema, não sobram recursos para gastos essenciais em áreas fundamentais como saúde, educação e saneamento.

“O ministro argumentou que o país não pode mais continuar com políticas antigas de reajustes sistemáticos. Isso faz com que os recursos dos pagadores de impostos sejam usados para manter a máquina pública em vez de servir à população: o principal motivo da existência do serviço público”, afirma a pasta.

A nota ressalta que o ministro defendeu uma reforma administrativa que corrija distorções sem tirar direitos constitucionais dos atuais servidores.

“O ministro lamenta profundamente que sua fala tenha sido retirada de contexto pela imprensa, desviando o foco do que é realmente importante no momento: transformar o Estado brasileiro para prestar melhores serviços ao cidadão”, diz o Ministério.

A declaração ocorreu durante um seminário promovido pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sobre o pacto federativo. O chefe da área econômica defendia a reforma administrativa, que deve ser analisada no Congresso Nacional neste ano.

Na ocasião, ele afirmou que o governo está quebrado porque gasta maior parte de sua receita com servidores do Estado.

“O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação acima da inflação, tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo. O cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático. Não dá mais, a população não quer isso”, declarou Guedes.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Repórter do site de CartaCapital

Compartilhar postagem