O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou funcionalismo público ao defender reforma administrativa. Foto: Alan Santos/PR
O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou funcionalismo público ao defender reforma administrativa. Foto: Alan Santos/PR
O chefe da área econômica defendia a reforma administrativa, que deve ser analisada no Congresso Nacional neste ano. Segundo ele, o governo está quebrado porque gasta 90% da sua receita com servidores do Estado.
“O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação acima da inflação, tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo. O cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático. Não dá mais, a população não quer isso”, afirmou o ministro.
Guedes disse ainda que 88% da população brasileira são favoráveis à demissão de funcionários públicos e de “reforma para valer”. Ele se referiu à pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em janeiro, que aponta que 88% dos brasileiros apoiam a demissão de servidores com mau desempenho.
Ele argumentou que o reajuste anual dos salários dos servidores não cabe no orçamento da máquina pública e afirmou que o clima do Congresso Nacional é favorável à aprovação da reforma administrativa.
Na segunda-feira 3, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou que o governo encaminhe uma proposta aos parlamentares para incluir os atuais servidores na reforma. O Palácio do Planalto deve atender o pedido nos próximos dias.
“Outro dia, vi o ministro da Economia dizendo que, se a Câmara quiser, pode ampliar. O governo não pode transmitir para a gente uma responsabilidade que é dele. Se o governo entende que tem que tratar dos atuais servidores, que encaminhe a proposta dos atuais servidores”, disse Maia.
Dois textos já tramitam no Congresso. Ambos reduzem gastos com servidores públicos. No Senado, segue em análise a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) conhecida como PEC Emergencial, que prevê corte de até 25% da jornada e do salário de servidores públicos que recebem acima de três salários mínimos.
Na Câmara, o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) propôs a PEC da Regra de Ouro, que será examinada por uma comissão especial. O texto cria gatilhos para conter as despesas públicas em que o governo não pode se endividar para honrar gastos como folha salarial, manutenção de órgãos e programas sociais.
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