Após aval de Bolsonaro, Copa América será realizada no Brasil

Campeonato deixará de ser sediado na Argentina devido ao agravamento da pandemia - cenário também registrado no Brasil

Jair Bolsonaro com Alejandro Domínguez, atual presidente da Confederação Sul Americana de Futebol Foto: Carl de Souza/ AFP

Jair Bolsonaro com Alejandro Domínguez, atual presidente da Confederação Sul Americana de Futebol Foto: Carl de Souza/ AFP

Política

A Copa América 2021, que estava programada para ser disputada na Colômbia e na Argentina, será disputada no Brasil entre 13 de junho e 10 de julho, anunciou nesta segunda-feira a Conmebol (Confederação Sul Americana de Futebol).

A mudança repentina veio após aval do presidente Jair Bolsonaro e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ambos citados no comunicado oficial publicado nas redes sociais.

 

 

Originalmente previsto para ser realizado na Colômbia, o campeonato teve que ser remanejado para a Argentina devido aos protestos que há semanas ocorrem contra medidas do presidente colombiano Iván Duque, e que já deixou diversos mortos devido à forte repressão aos manifestantes.

No entanto, devido ao agravamento da Covid-19 na Argentina – o País registrou recorde de novos casos de Covid-19 nas últimas semanas -, a Conmebol anunciou a suspensão dos planos no domingo 30.

Para a realização do campeonato no País, a Conmebol afirmou que entrou em contato com o presidente da CBF, Rogério Caboclo, que teria conversado com Jair Bolsonaro sobre a possibilidade logo em seguida. O presidente teria apoiado “a iniciativa de imediato, diz a nota da organização, e contou com o aval dos ministérios da Casa Civil, Saúde, Relações Exteriores e da Secretaria Especial de Esportes, vinculada à pasta da Cidadania.

“O governo do Brasil demonstrou agilidade e capacidade de decisão em um momento fundamental para o futebol sul-americano. O Brasil vive um momento de estabilidade, tem infraestrutura comprovada e experiência acumulada e recente para organizar uma competição dessa magnitude”, afirmou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

Atualmente, instituições como a Fiocruz apontam para o crescimento no número de casos de coronavírus na maioria dos estados do País, o que tem sido chamado de “terceira onda” da Covid-19.

 

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