Política
Após aval de Bolsonaro, Copa América será realizada no Brasil
Campeonato deixará de ser sediado na Argentina devido ao agravamento da pandemia – cenário também registrado no Brasil
A Copa América 2021, que estava programada para ser disputada na Colômbia e na Argentina, será disputada no Brasil entre 13 de junho e 10 de julho, anunciou nesta segunda-feira a Conmebol (Confederação Sul Americana de Futebol).
A mudança repentina veio após aval do presidente Jair Bolsonaro e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ambos citados no comunicado oficial publicado nas redes sociais.
O Brasil receberá a CONMEBOL @CopaAmerica 2021! O melhor futebol do mundo levará alegria e paixão a milhões de sul-americanos. A CONMEBOL agradece ao presidente @jairbolsonaro e sua equipe, assim como à Confederação Brasileira de Futebol @CBF_Futebol,
— CONMEBOL 🇧🇷 (@CONMEBOLBR) May 31, 2021
Originalmente previsto para ser realizado na Colômbia, o campeonato teve que ser remanejado para a Argentina devido aos protestos que há semanas ocorrem contra medidas do presidente colombiano Iván Duque, e que já deixou diversos mortos devido à forte repressão aos manifestantes.
No entanto, devido ao agravamento da Covid-19 na Argentina – o País registrou recorde de novos casos de Covid-19 nas últimas semanas -, a Conmebol anunciou a suspensão dos planos no domingo 30.
Para a realização do campeonato no País, a Conmebol afirmou que entrou em contato com o presidente da CBF, Rogério Caboclo, que teria conversado com Jair Bolsonaro sobre a possibilidade logo em seguida. O presidente teria apoiado “a iniciativa de imediato, diz a nota da organização, e contou com o aval dos ministérios da Casa Civil, Saúde, Relações Exteriores e da Secretaria Especial de Esportes, vinculada à pasta da Cidadania.
“O governo do Brasil demonstrou agilidade e capacidade de decisão em um momento fundamental para o futebol sul-americano. O Brasil vive um momento de estabilidade, tem infraestrutura comprovada e experiência acumulada e recente para organizar uma competição dessa magnitude”, afirmou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.
Atualmente, instituições como a Fiocruz apontam para o crescimento no número de casos de coronavírus na maioria dos estados do País, o que tem sido chamado de “terceira onda” da Covid-19.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


