Após 19 dias, Salles entrega celular a investigadores da operação Akuanduba

A defesa do ministro do Meio Ambiente sustenta a tese de que o aparelho não foi requerido pela operação; advogada rebate

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Política

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informou ao Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira 7, que entregou seu celular aos os investigadores da Polícia Federal, no âmbito da Operação Akuanduba, que investiga sua possível atuação em prol de empresas na exportação ilegal de madeira.

 

 

 

No documento remetido ao STF, os advogados do ministro, Roberto Podval e Fernando Fernandes, sustentam a tese de que ‘o aparelho não foi requerido na diligência realizada’. Salles foi alvo de operações de busca e apreensão, no âmbito da operação, no dia 19 de maio, quando teve apreendido notebooks, e determinada a quebra de seus sigilo fiscal.

Após o ocorrido, a advogada Cibele Berenice Amorim encaminhou uma notícia fato ao STF alegando que o ministro teria ocultado o seu celular durante o curso das investigações e mudado o número, fato que levou o ministro do STF, Alexandre de Moares, a determinar um prazo de cinco dias para que a Procuradoria Geral da República se manifeste sobre possível afastamento ou prisão de Salles.

No despacho, assinado na sexta-feira 4, Moraes destacou que o ministro que ‘tem dever legal de cumprir ordens judicias de outros Poderes, incorreu, em tese, em tipos penais e de improbidade administrativa, visando obstruir a aplicação da lei penal e embaraçando a investigação de organização criminosa transnacional’, o que justificaria medidas cautelares para resguardar o andamento do inquérito.

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