Economia

Alcolumbre leva ‘pauta-bomba’ ao plenário em meio à crise com o Planalto

Senado deve votar nesta terça o projeto que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde, medida com impacto fiscal bilionário

Alcolumbre leva ‘pauta-bomba’ ao plenário em meio à crise com o Planalto
Alcolumbre leva ‘pauta-bomba’ ao plenário em meio à crise com o Planalto
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Apoie Siga-nos no

O Senado se prepara para votar, nesta terça-feira 25, o projeto que concede aposentadoria diferenciada e integral a agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A medida é classificada pela equipe econômica do governo Lula (PT) como uma “pauta-bomba”, já que tem impacto estimado em até 40 bilhões de reais em dez anos.

A proposta, já aprovada nas comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais, prevê idade mínima de 52 anos para homens e 50 para mulheres, com 20 anos de atividade, além de integralidade, paridade e pensão integral.

A decisão de Davi Alcolumbre (União-AP) de colocar o projeto na pauta ocorreu logo após o anúncio da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O movimento foi interpretado como um recado ao Planalto, em meio ao rompimento com o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), e à deterioração do ambiente de diálogo com o Executivo.

Nos bastidores, a avaliação é de que o governo chega fragilizado à sessão, especialmente porque enfrenta resistências abertas na própria Casa após semanas de tensões acumuladas. Aliados de Lula reconhecem que o clima não favorece a articulação e admitem que a votação virou um teste da capacidade do Planalto de conter derrotas em série.

Caso a matéria avance no Senado, seguirá para a Câmara dos Deputados, onde uma proposta semelhante já foi aprovada. 

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo