Política

Alcolumbre e Motta defendem Lei da Reciprocidade como mecanismo para proteger a soberania

Nota conjunta defendeu uma resposta a tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Alcolumbre e Motta defendem Lei da Reciprocidade como mecanismo para proteger a soberania
Alcolumbre e Motta defendem Lei da Reciprocidade como mecanismo para proteger a soberania
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, durante sessão conjunta do Congresso em Brasília. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
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Os presidentes Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado) defenderam nesta quinta-feira 10, em uma nota conjunta, o uso da Lei de Reciprocidade para responder a tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o documento assinado pelos líderes, a iniciativa dos EUA deve ser respondida nos campos “diplomático e comercial” e que a Lei da Reciprocidade é “um mecanismo que dá condições ao nosso País, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania”.

A lei, sancionada por Lula em abril, permite ao governo federal reagir a países ou blocos econômicos que criarem medidas de restrição às exportações brasileiras — sejam de natureza comercial (sobretaxas) ou de origem do produto (de área desmatada, por exemplo).

A nota reforça ainda que o Congresso acompanhará de perto os desdobramentos da medida americana. O documento completa com a defesa do “equilíbrio e firmeza” na resposta ao governo norte-americano.

Esta é a primeira vez que Motta e Alcolumbre se manifestam sobre o tema. A dupla estava em silêncio, mas foi cobrada por parlamentares governistas, que exigiam uma posição do Congresso sobre o tema.

Trump anunciou nesta quarta-feira 9 uma tarifa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros. A taxa, um novo capítulo da guerra comercial do magnata, deve entrar em vigor em 1º de agosto.

Em uma carta enviada a Lula (PT), o magnata voltou a chamar de “caça às bruxas” o processo no Supremo Tribunal Federal contra Jair Bolsonaro (PL). No documento, o republicano classifica o tratamento ao ex-capitão como uma “vergonha internacional” e diz que o julgamento “não deveria acontecer”.

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